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[RESENHA] PARIS APAIXONADA

No ano de 2009 ao se deparar com um câncer, Eloisa James pseudônimo de MarryBly resolve abster-se de sua vida americana comum e se lançar em uma aventura, tirar um ano sabático no emprego como professora universitária de literatura shakespeariana e mudar-se para Paris com a família. Alessandro seu marido, que se demonstra compreensível, Luca e Anna seus filhos que conferem boa parte do humor presente na obra
O livro trata das memórias de um feliz ano vivenciado pela autora, Eloisa James,  em Paris, onde na verdade ela fez o que muitos de nós gostaríamos: deu uma pausa no que conhecia e foi atrás de novas descobertas, do desconhecido. Em busca de diferentes possibilidades e diante de uma nova cultura, ela acaba descobrindo muito sobre si mesma. Infelizmente, o que a leva a Paris é descobrir que assim como sua mãe, ela também tinha câncer. 
Se, por um lado, observar estupefata um acidente de carro faz com que a gente se sinta envergonhada, esmiuçar um livro de memórias sobre esclerose múltipla, por exemplo, dá a sensação de virtude – como se, ao ler sobre tragédias de outras pessoas, você estivesse adquirindo conhecimento sobre seu possível futuro.
página 13 

Preciso confessar que me emocionei com a vontade de viver da autora. Muitos se abateriam com a doença enfrentada, porém ela só demonstra mais vivacidade e pressa de ser feliz. Podemos perceber que seus problemas são comuns e nos identificamos muitas vezes com os conflitos de sua família, o que nos faz continuar com a leitura. 
A autora comenta bastante sobre comidas e fornece algumas receitas caseiras. Descreve também restaurantes que conheceu com a família. Recomendo esta obra principalmente a quem deseja conhecer sobre Paris, pretende visitar ou se mudar, pois até mesmo um guia é fornecido, ao final do livro. 
Eu nunca aprendi como viver o momento, mas aprendi que momentos podem ser desperdiçados e o mundo continuará a girar em seu eixo.
página 20
A capa do livro é atraente e inspiradora, mas por outro lado, a história que parece ser formulada por pequenas anotações ao longo do dia, que não contém parágrafos, diálogos e continuações, acaba dificultando para que a leitura flua e por esse motivo, a obra é difícil de conquistar.
Resenha por Laíze Campelo 
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[RESENHA] ANEXOS

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O'Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?
Anexos é foi o o primeiro livro escrito pela Rainbow e é ambientado em 1999, quando a internet ainda era uma "novidade". Este é o livro mais “adulto” dela e o enredo extrapola o modelo clássico de romance: todo o processo do final feliz é um pouco desajeitado e embaraçoso, o que me fez gostar mais ainda da obra por ser mais próximo da vida real. 
O protagonista, Lincoln, tem quase 30 anos, não tem namorada, mora com sua mãe, tem vários cursos e trabalha em um jornal monitorando os e-mails trocados pelos funcionários. Seu expediente limita-se a conferir se algum empregado está enviando piadinhas ou mensagens indevidas, e é numa dessas noites de trabalho que Lincoln se depara com as mensagens de Jennifer e Beth, e acaba as “conhecendo”, mesmo sabendo que deveria enviar-lhes uma advertência. 
Não me canso de elogiar a escrita da Rainbow. Ela é dotada de muita sabedoria e consegue transformar toda a leitura numa coisa bem mais dinâmica e tranquila, me dá gosto de ler.Os personagens são bem construídos e desenvolvidos e não percebi ninguém sendo enfeite: todos tinham seu momento de brilhar, sendo muito bem explorados. 
A Rainbow sempre consegue me fazer gostar dos seus personagens. Sempre me encanto ~principalmente~ com os homens da história e muitas vezes até me pegava triste e melancólica por não conhecê-los na vida real. 
Aqui no Brasil, o livro foi lançado ano passado pela editora Novo Século. Apreciei muito todo o design e a diagramação do livro, estão de parabéns! 
Então é isso, gente. Tchaau~
Resenha por Amanda Braga
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[RESENHA] MORRA POR MIM

Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a complicação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida.
A primeira ideia que se tem ao ler a sinopse desse livro é que esse livro não passaria de um terrível — e extremamente comum atualmente — clichê com a mocinha e um herói perigoso, mas se eu não tivesse lido o livro eu nunca saberia se ele é clichê ou não.
Ler esse livro foi algo intrigante, assim como a história do mesmo, e até agora não consegui descobrir se gostei ou não de Morra Por Mim. É um livro que foi realmente árduo para chegar ao fim, mas que durante toda a leitura não era algo como "Pelo amor, me tirem daqui". Até mesmo porque era fácil sair daquele mundo e voltar pro mundo real e esse com certeza foi um dos inúmeros erros — que também tiveram seus acertos — da autora.
O mais comum ao se começar a ler um livro é querer ser aquela personagem pelo maior tempo possível e fugir da realidade, mas infelizmente Amy Plum não conseguiu fazer isso. A estória é realmente boa e tem um potencial estupendo (fico imaginando se essa história tivesse sido melhor desenvolvida e como seria minha babação por ele), mas você simplesmente consegue se esquecer dela. 
Outro ponto que deixou a desejar foi o relacionamento dos personagens. Não só do nosso shipp principal como também de todos da estória em si. Se você já chegou ao final de um livro qualquer sem ter ao menos um personagem pra dizer que gostou, com certeza você sabe do que eu estou falando.
Essas foram apenas duas das várias gafes cometidas pela autora durante todo o livro, mas, assim como os erros, os acertos foram grandes. E agora eu tenho que lhe perguntar: QUE ESTÓRIA FOI AQUELA?
Não é a narrativa do livro em si, mas é em relação ao enredo que o texto gira em torno. Quem no mundo já havia pensado em Revenants? Ou em Numas (Seria Hitler um Numa?). E foi com isso que eu fiquei simplesmente chocada e posso dizer que Revenants tem, de longe, o melhor enredo que já vi em muito tempo e a simplicidade da coisa (e dos próprios revenants) me fizeram amar isso.
E sem querer babar (mas já babando) a nossa parceira... QUE TRABALHO FOI ESSE, FAROL LITERÁRIO?
Em poucas palavras, eu simplesmente caí de amores pela capa e diagramação. Além do fabuloso fato de: Nada de erros ortográficos *fogos*. Eu era a única pessoa do blog que nunca tinha lido nenhum livro da Editora e posso dizer que estou simplesmente apaixonada.
E com essa paixonite por editora, enredo e capa, Morra Por Mim fica com 4 estrelas aqui no bookolicos!
Resenha por Bárbara Lacerda
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[RESENHA] 1Q84 | Livro 1

Autor: Haruki Murakami
Nº de Páginas: 432 
Editora: Alfaguara

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Um mundo aparentemente normal, duas personagens - Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática - que não são o que aparentam e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum. Um universo romanesco dissecado com precisão orwelliana, em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes.
Em 1Q84, Haruki Murakami constrói um universo romanesco em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes. Onde acaba o Japão e começa o admirável mundo novo em que vivemos? Uma ficção que ilumina de forma transversal a aldeia global em que vivemos.
Aomame é uma assassina profissional. Tengo, um escritor. E a estória de 1Q84 poderia se resumir totalmente a isto, mas não é o que ela faz. 
Comecei a ler 1Q84 após sua sinopse me instigar muito e mesmo que eu não fizesse a mínima ideia do que esperar do livro, estava otimista e acreditava que o livro não iria me decepcionar e... bem, ele não me decepcionou. 
Sim, eu demorei muito tempo para acabar de ler 1Q84, mas se você estiver pensando que a obra de Haruki Murakami seja chata, vá tirando seu cavalinho da chuva. 
Muitas vezes ela se perguntava o que significava conquistar a liberdade, e se isso não seria o mesmo que escapar habilmente de uma jaula para cair numa outra ainda maior.
Esse primeiro livro não tenha um enredo apalpável, ele apenas nos traz — de um modo introdutório — fatos a respeito da vida dos personagens principais e como a estória de Aomame e Tengo irão se interligar. E essa “introdução” ao livro é perfeita! O estilo de Murakami é único e mesmo que o livro tivesse tudo para ser chato (por ser meio que uma introdução) ele não chega nem perto disso. 
Não havia dito antes, mas o livro é escrito de forma alternada em que temos um capítulo focando na Aomame e seus dilemas, e em outro temos a vida de Tengo. Até agora acho que é impossível decidir qual entre os dois é mais agradável de ler, em alguns momentos você poderá achar que as partes da Aomame (principalmente as dela) lhe deixam meio confuso, como também poderá achar que as partes de Tengo sejam super chatas, e que (além de pequenos fatos) a história destes dois não tem nada em comum uma com a outra, mas todas estas opiniões serão deixadas para trás quando o final do livro der aquele nó em sua mente! 
Então se lembrou de que não estava vivendo no mundo de 1984, mas no 1q84, que sofrera alterações. Tudo não passava de uma hipótese, mas ela gradativamente se tornava mais plausível. E nesse novo mundo pareciam existir muitas informações que ela não conhecia. Precisava ficar muito atenta a tudo.
Mas venhamos e convenhamos que o livro é muito bem escrito e tem uma enredo magnífico! Além de ter uma edição perfeita e ser o box mais lindo que tenho! 
Tenho muitas expectativas para o próximo livro da série, já que criei inúmeras teorias acerca da historia do livro, então se você já leu e também tem alguma teoria, não esqueça de compartilhar comigo, okay?
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] LEVEL 2

Autora: Lenore Appelhans
Nº de Páginas: 336 
Editora: LeYa 

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Desde sua morte prematura, Felicia Ward está presa no Level 2, uma espécie de limbo localizado entre a Terra e o Céu. Junto com seus companheiros, a garota passa horas intermináveis plugada em uma espécie de câmara, revivendo lembranças de seu tempo na Terra e lamentando o que perdeu: família, amigos e Neil, o garoto que amava. Até que uma menina é encontrada morta em uma câmara vizinha e somente Felicia lembra de sua existência.
Ao mesmo tempo, Julian, um cara perigosamente encantador que ela conheceu em vida, aparece para oferecer uma saída. É quando Felicia descobre a verdade: juntando-se à rebelião para derrubar os Morati, anjos guardiões do Level 2, ela poderá estar com Neil novamente. Suspensa entre o Céu e a Terra, Felicia se encontra no centro de uma luta secular entre o bem e o mal.
As lembranças de sua vida voltam para assombrá-la e, com os Morati a caçá-la, a garota vai descobrir que não é apenas a sua própria redenção que está em jogo... Mas a salvação de toda a humanidade.
Nesta obra, nos é apresentada uma nova visão da morte, onde para chegar até o céu ou o inferno, precisamos seguir por diferentes níveis: o level 1 é a Terra, onde vivemos; o level 2 é para onde vamos quando morremos, enquanto o level 3 só pode ser alcançado através de uma espécie de aceitação da própria morte.
No level 2, as pessoas se alimentam de memórias, e podem escolher compartilhar ou não suas próprias, como se estivessem em uma rede social. É neste nível que Felicia (a protagonista) está quando Julian, o ex-namorado de sua melhor amiga em vida, aparece misteriosamente para recrutá-la para uma rebelião que está prestes a acontecer.
Adorei o fato de Felicia não ser exatamente a protagonista perfeita: ela tem seus defeitos e indagações, questionando sempre que necessário. A leitura foi bem interessante, quase como se eu estivesse vendada e Lenore fosse dando “pistas” sobre a história através das memórias de Felicia, mostrando toda sua relação conturbada com a família e os amigos.
De todo o enredo, o que menos me interessou foi a rebelião, haha. Acho que por ter sido explicada tão brevemente, me fez acabar focando mais no núcleo amoroso do livro. Os protagonistas não foram tão explorados, mas quanto mais “pistas” eu tinha do Neil, mais eu queria tê-lo por causa do seu jeito fofo e romântico. O Julian também não fica muito atrás: todas as memórias que o envolvem são emocionantes e cheias de ação, o que contribui bastante pra este ser um triângulo amoroso bem dramático.
Fiquei muito empolgada ao descobrir que o livro faz parte de uma série (The Memory Chronicles), porque eu sinceramente quero saber o que acontece depois daquele final!
Então foi isso, pessoas! Até a próxima resenha ;D
Escrito por Amanda Braga 
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[SÉRIEously?!] ORANGE IS THE NEW BLACK


Piper Chapman (Taylor Schilling) gosta de se aventurar. Em uma dessas aventuras, ela conhece Alex Vause (Laura Prepon), uma mulher importante em um cartel internacional de drogas, e logo as duas começam a namorar. Piper, em favor à então namorada, carrega uma mala cheia de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, e dez anos depois de cometer o delito, é mencionada no julgamento de Vause e sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal.
Watson (Vicky Jeudy), Piper e Daya(Dascha Polanco), no primeiro  dia de prisão

Lá, as duas se reencontram e analisam o antigo relacionamento, tratando-se como companheiras de prisão. E as mais diversas figuras (Claudette, Poussey, Red, Nicky, Morello, Taystee, Olho Doido e etc.) tornam-se todas também suas colegas. 
Piper e Crazy Eyes (Uzo Aduba)


O foco da série é muito difuso, pois esta dispõe de vários plots, e mesmo Piper sendo a protagonista, as outras personagens não perdem sua importância: cada uma delas tem seu passado explorado periodicamente em forma de flashbacks.
Na segunda temporada, toda a estrutura continua a mesma, mas ocorre um estudo mais aprofundado das personagens, havendo mais flashbacks e menções ao passado do que na temporada passada.
Quando o assunto é a maquiagem da série, posso dizer que ela é muuuito bem feita, cara. Faz qualquer pessoa realmente parecer um detento/viciado/sei lá (enfim, a pessoa fica com "cara de presa"). A fotografia da série também foi muito bem escolhida, a história foi bem desenvolvida e OITNB me pegou de jeito (assim como a Alex pegou a Piper de jeito).
O elenco foi muito bem escolhido. Atores como Taylor Schilling, Laura Prepon, Jason Biggs, Laverne Cox, Matt McGorry, Taryn Manning, Dascha Polanco e Maria Dizia foram escalados para a série e a atuação destes é muito convincente.
Orange Is the New Black é baseada no livro escrito por Piper Kerman (Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison, e já foi lançado no Brasil pela Intrínseca), em que esta relata sua experiência na prisão. A primeira temporada da série foi lançada em 11 de julho de 2013 enquanto a segunda estrou em 6 de junho deste ano e ela já está com sua terceira temporada confirmada para 2015. 

Dentre meus episódios preferidos estão:

1x05 – A Galinha (The Chickening)


1x10 – Bora Bora Bora 

2x06 – E Acaba em Pizza (You Also Have a Pizza)


2x08 – O Vaso Certo (Appropriately Sized Pots)


2x13 – A Gentileza é Fundamental  (We Have Manners. We're Polite)

Enfim, foi isso... espero que tenham gostado da minha humilde opinião sobre OITNB e até a próxima!
E já sabem, deixem um lindo comentário aqui embaixo, porque se não...
(bricaderinha gente, eu não vou cortar vocês... é só se não comentarem :D)

Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] FEITA DE FUMAÇA E OSSO

Autora: Laini Taylor
Nº de Páginas: 384 
Editora: Intrínseca 

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu. Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo. O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade? A pergunta a persegue, e o caminho até a resposta começa no olhar abrasador de um completo estranho. Um romance moderno e arrebatador, em que batalhas épicas e um amor proibido unem-se na esperança de um mundo refeito.

Karou é uma garota super “normal” que é desenhista e estuda em Praga. Ela é filha de um jacaré-carneiro-demônio-falante que trabalha recolhendo dentes e de uma quimera meio cobra e meio gente. Já não bastasse a “normalidade” de sua família eles tem ainda um cozinheiro que também é uma quimera que é meio galinha e meio “alguma outra coisa”.

Tosco?
(    ) Sim
(    ) Claro
( x ) N.D.A

Eu tenho que confessar que quando eu comecei a lê-lo, eu realmente acreditava que o livro fosse uma porcaria, e quando eu estava começando a gostar do livro, descobri que (1) ele faz parte de uma saga (o que é beeem triste) e (2) essa saga é de A-N-J-O-S
Pra quem não sabe, eu tenho trauma de saga com anjos desde Fallen (que não suporto) e o único outro livro com anjos que consegui ler foi Filhos do Éden, mas depois de ler Feita de Fumaça e Osso já até posso adicioná-lo a lista de livros de anjos “engolíveis”.

[...] a luz não agia sobre ela como sobre os demais, o ar parecia se reunir em volta dela como uma respiração suspensa. Como se todo aquele lugar fosse uma história sobre ela

página 79

Pra começo de conversa, Karou conquistou meu heart no momento em que ela não quis saber de triângulo amoroso (porque vocês sabem que odeio isso). Em segundo lugar: Brimstone é para sempre, “Always and Forever”, a melhor quimera e personagem que já vi/li, sem contar que eu amo o nome dele (Enxofre).
Sem contar, é claro, que o livro me surpreendeu com o termo de narrativa, já que antes achava que ele ia me dar náuseas, tanto a narrativa quanto a construção de personagens, mas a história é muito show, Akiva e Karou são muito shippavéis, a ambientação do livro é simplesmente ES-PE-TA-CU-LAR e digamos que talvez, nos últimos momentos do livro, eu quase chorei (um grande ponto positivo).

Esperança? A esperança pode ser uma força poderosa. Talvez não haja magia real nela, mas quando você sabe o que mais deseja e mantém isso aceso como uma chama dentro de si, pode fazer as coisas acontecerem, quase como mágica

página 266

Acho que vocês perceberam que não consigo parar de dizer o quanto este livro é bom e o quanto eu quero roubar ele da Amanda (que é a dona original do livro).
Além do mais, o livro termina de um modo desesperadoramente morrível e chato que eu já estou até imaginando quando essa continuação chegar, mas para quem esperou Anjo da Morte por dois anos, o que é esperar só alguns meses até que eu consiga o segundo?
Escrito por Bárbara Lacerda
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[RESENHA] HEMLOCK GROVE

Autor: Brian Mcgreevy
Nº de Páginas: 340 
Editora: LeYa
Classificação: duas estrelas (mais como esse)

Quando Brooke Bluebell, uma jovem de 17 anos, é brutalmente assassinada na antiga siderúrgica de Godfrey numa noite de lua cheia, as suspeitas rapidamente recaem sobre Peter Rumancek, o jovem cigano que muitos acreditam ser um lobisomem, e Roman Godfrey, o esnobe milionário herdeiro da fábrica onde o corpo de Brooke foi encontrado. Injustiçados, Peter e Roman resolvem unir forças para descobrir o verdadeiro assassino e provar que são inocentes. A caçada começa quando outras mortes passam a ocorrer – também em noites de lua cheia - e os jovens começam a desconfiar que estão mais envolvidos com o caso do que poderiam imaginar...
Hemlock Grove” começa com a trágica morte de Brooke Blueball, que havia sido estraçalhado por algum tipo de animal, e com a chegada de Peter Rumaneck à cidade (que após confessar à Christina Wendall que era um lobisomem, torna-se suspeito número um não só do assassinato da Brooke, como de todos os outros que viriam a seguir).
É engraçado como você pode olhar para uma coisa mil vezes sem realmente vê-la
Toda a história do livro gira em torno de tentar descobrir o que, ou melhor, quem estaria cometendo estes assassinatos (SPOILER: não, não é o Peter), mas entre o primeiro assassinato e a descoberta, acontece muita coisa mesmo, algumas que permanecem confusas em minha cabeça.
Vamos por partes.
Após a chegada de Peter (e sua mãe Lynda) à cidade, a primeira pessoa que este tem contato é a supracitada Christina, uma garota super-curiosa que almeja ser uma grande escritora um dia e sai espalhando na cidade inteira que Peter era o assassino.
— As pessoas veem o que veem — disse ela.— Veem alguém como Peter, e ele é como uma página em branco que as pessoas podem colocar aquilo do que têm medo. Você sabe como as pessoas são.
Quem vem se tornar o primeiro “amigo” de Peter é o hipnotizante Roman Godfrey, que é filho de Olivia Godfrey e são da família mais influente de toda Hemlock Grove, onde possuem um instituto de pesquisas biomédicas (a majestosa “Torre Branca”) que trabalham com experiências a la Frankenstein. É o Roman que ajudará Peter a encontrar o verdadeiro assassino. Ah, quase ia me esquecendo, o Roman é um upir que seria uma espécie de vampiro que é meio dragão e tem a capacidade de hipnotizar as pessoas.
Nesse meio-tempo aparecem também: Shelley Godfrey, a misteriosa irmã de Roman (vai levar um tempo até que você entenda por completo o que É ela); Letha Godfrey, prima de Roman. Ela vai engravidar “misteriosamente”, é o que eu posso dizer; Dra. Chasseur, uma especialista em vida selvagem (#sqn) que vai investigar o que está causando as mortes; Enfim, é MUITA gente, o que me faz questionar: Pra quê personagens que não foram aproveitados? Alguém pode me explicar?
Que, se uma coisa é definida como contraste de outra, isso é o que é a vida é, a sombra da morte. Assim, o mistério da morte não pode ser uma coisa ruim, porque sem ela não existiria a vida. O pior era a vida, a vida que acontece como parte essencial daquilo que é bom como o bem.
Eu li o livro todo em pouco tempo, porém foi bem difícil. A leitura não é muito agradável, a narrativa é bem lenta e quase que incompreensível (sim, eu verifiquei se era somente eu que pensava desta forma, mas muita gente achou isso também), tive que reler o mesmo trecho várias vezes para poder compreender melhor.
Mas dá para perceber que o autor fez muitas pesquisas e embasou muito seu texto, para dar todo um conteúdo à sua mitologia, o que está de parabéns, mas em vários momentos do livros (principalmente nos últimos capítulos) você fica meio "WTF?" com tudo, não só são os personagens que sobram nesse livro, muita estória está sobrando aí também, viu?
Eu conheci Hemlock Grove através da série homônima da Netflix, que embora possuísse um ótimo elenco e um tom de mistério na medida certa, tem um “quê” enorme de tédio muito grande.
Meu comentário final para este livro vai ser: “Tanto eu gostei, como também odiei este livro. Não posso negar este fato”. 
Beijos a todos, até a próxima.
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] RESSURREIÇÃO

Autor: Jason Mott
Nº de Páginas: 336 
Editora: Verus
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)

Harold e Lucille Hargrave perderam o único filho, Jacob, morto tragicamente no dia em que completava oito anos, em 1966. Já na velhice, eles se acomodaram à vida sem o filho, a dor amenizada pela ação do tempo. Até que um dia Jacob reaparece misteriosamente na porta de casa, em carne e osso, a criança meiga e alegre que sempre fora, ainda com oito anos. O fenômeno é mundial — nos quatro cantos do globo, pessoas estão inexplicavelmente voltando do além para suas famílias. Vistos por alguns como coisa do diabo e por outros como um milagre, a realidade perturbadora é que o planeta, já sobrecarregado, agora precisa suportar um fluxo descomunal de seres que têm necessidades humanas: comida, água, abrigo, saneamento. Individualmente, muitos precisam decidir se estão dispostos a receber de volta os entes queridos que já não fazem mais parte de sua vida. Conforme o caos irrompe ao redor do mundo, a família Hargrave se vê no centro de uma comunidade prestes a ruir, forçada a encarar essa misteriosa nova realidade e um conflito de proporções épicas. Com sua prosa contida, elegante e intensa profundidade emocional, Jason Mott explora o melhor e o pior da natureza humana numa história inesquecível sobre amor, moral e fé.
Lucille e Harold Hargrave com certeza não são mais os mesmos que eram em 1966, isto era fato, mas parece que o filho deles, Jacob Hargrave, não se encaixava nessa regra. Ele estava lá, na porta de casa, como se estivesse preso àquele corpo de oito anos, como se não tivesse passado nenhum dia sequer após seu aniversário, o dia em que morreu. 
Sim, ele havia morrido em 1966 e agora estava vivo novamente, como isso poderia acontecer muitos anos depois de sua morte? Aliás, por que isto estava acontecendo? A ressurreição de Jacob pode parecer o mais estranho, porém não era só ali em Arcadia que esse fenômeno estava acontecendo, era algo mundial. 
Mas a memória não é assim mesmo? É só passar tempo bastante que ela se degasta e se encobre como uma pátina de omissões autocomplacentes.

página 38
Obviamente, tinham aquelas pessoas que ficaram super felizes (diziam que eles eram bençãos de Deus) ao reverem os entes queridos, mas ainda existem os que são contra os “ressurgidos”, o que piora muito a vida destes, principalmente após o estouro de manifestações e protestos violentos. 

Como deu para perceber, mundo está de cabeça pra baixo.
— Eles simplesmente não são pessoas — repetiu ela
— Bom, mas se não são pessoas, o que são? Vegetais? Minerais?
página 11
Vale ressaltar que os "ressurgidos" encontrados em Ressurreição não são nada parecidos com os comuns zumbis ou mortos-vivos encontrados em vários exemplos da cultura pop. Os ressurgidos não são zumbis — mortos-vivos, talvez —, porém, eles são exatamente (lembre-se: essa igualdade é física) iguais a como eram antes de morrerem. Eles não são os mesmo que morreram, é claro. Eles haviam morrido, mesmo que estas sombras lembrassem muito os falecidos.
— E não é porque alguém não entende bem o propósito e o significado de uma benção que ela se torna menor, não é?
página 77
Quando vemos um livro conter uma ótima história a ser desenvolvida, ficamos muitos desapontados quando ele não atinge nossas expectativas e... bem... Ressurreição não as atinge de jeito nenhum, embora as personagens sejam bem desenvolvidas e envolventes. 
Além de pecar quando não atinge nossas expectativas, ele traz uma estória muito parada, sem grandes acontecimentos e explicações da situação em geral... sim, quando acabamos a leitura do livro, não se fica um desapontamento com o desfecho devido ao fato  de ele satisfazer muito bem sua função inicial, que era, segundo o próprio autor, passar uma mensagem
Em uma visão mais ampla, Ressurreição é um livro que guarda literalmente uma mensagem em si, fala sobre lembranças, vida e morte e, embora eu tenha identificado algumas falhas, ainda o recomendo. 
O romance de estreia de Mott influenciou também a criação da série Ressurrection, que particularmente, nunca assisti. Foi publicado aqui pela Verus Editora com essa capa sensacional que traduz muito bem que está acontecendo ao mundo.

Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] A TERRA INTEIRA E O CÉU INFINITO

Autora: Ruth Ozeki
Nº de Páginas: 462
Editora: Casa da Palavra/LeYa
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
O que acontece quando um diário perdida encontra o leitor certo? Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.

Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos.
O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço.

Mesmo com medo de que o fantasma de um tal de Proust estivesse ainda agarrado ao miolo do “À la recherche du temps perdu”, onde uma artesã havia jogado fora os pensamentos dele, ela escreveu. Agora, no lugar onde ficavam seus pensamentos, Nao Yasutani escreveria os dela. 
No litoral canadense, Ruth Ozeki encontrava uma lancheira da Hello Kitty contendo um diário com as últimas palavras de uma garota, Nao Yasutani
Em um primeiro momento, Ruth se vê em um impasse: “Será que a dona do diário gostaria que Ruth se intrometesse na sua vida assim?”, mas de uma forma ou de outra, ela quer saber como aquelas palavras escritas em tinta roxa foram parar ali, praticamente no meio do nada. 

Mas já que são os meus últimos dias na Terra, também quero escrever alguma coisa relevante. Bom, talvez não relevante, porque não sei de nada relevante, mas algo que valha a pena. Quero deixar para trás algo verdadeiro.

página 28

Bem, a vida de Nao não é tão interessante assim. Ela sofre bullying todos os dias e tem um pai suicida. Nada na sua vida é interessante, a não ser Jiko, sua bisavó, ativista, monja e que vive a falar coisas incompreensíveis que sempre fazem sentido: “Em cima, embaixo, mesma coisa”. E é por causa de Jiko que Nao decide escrever o diário: ela teme que toda a sabedoria de sua bisavó se esvaia com sua morte, por isso ela decide escrevê-lo para alguém do futuro. 

Quando o de cima olha para cima, em cima está embaixo.
Quando o de baixo olha para baixo, embaixo está em cima.
Não-um, não-dois. Não são iguais. Não são diferentes.
página 46

A Terra Inteira e o Céu Infinito possui uma linha tênue que divide o presente (Ruth) e o passado (Nao), já que em grande parte dele, essas duas partes andam separadas, em que conseguimos distingui-las facilmente. No decorrer da narrativa a linha temporal (ou real-fictícia) passa de tênue para inexistente, em que o mundo real da Ruth influenciam diretamente o mundo da Nao e vice-versa. 
Em toda a narrativa, muitos assuntos são abordados, sejam eles bullying, questão ser-tempo, camicases, internet e principalmente suicídio, quer dizer... o livro todo gira em torno desse tema, o suicídio do tio-avô de Nao (Haruki nº 1) que era camicase, tentativas de suicídio do pai de Nao, pensamentos suicidas da própria Nao, e isso acaba fazendo o leitor analisar a situação e pensar sobre, na realidade pensar muuuuito sobre. Em dado momento do livro, fala-se que o suicídio é método para nos tornar mais real a sensação de estarmos vivos, confira o trecho completo: 

Hoje em dia, na cultura tecnológica moderna, às vezes ouvimos as pessoas reclamando que nada mais parece real. Tudo no mundo moderno é plástico ou digital ou virtual. Mas eu digo, a vida sempre foi assim! Assim é a vida! Até Platão discutiu que as coisas dessa vida são apenas sombras de formas. Então é isso o que quero dizer quando falo da sensação de mudança e irrealidade da vida. Talvez você queira me perguntar como é que o suicídio faz a vida parecer real? Bom, perfurando as ilusões . Perfurando os pixels e achando sangue. [...] Você consegue sentir a vida completamente ao tirá-la.

página 95

Acho que já devem ter percebido que a Ruth personagem do livro é a mesma Ruth que escreveu a estória. Pois é, A Terra Inteira e o Céu Infinito é um livro de autoficção, em que há traços autobiográficos em meio à sua trama fictícia, ou seja, a Ruth-que-escreveu também é, por exemplo, casada também com um Oliver, assim como no livro. 
Mas com o tempo que se leva para dizer agora, agora já está terminado. Já é antes. [...] Antes é o oposto de agora. Portanto, dizer agora destrói seu sentido, tornando-o exatamente o que não é. É como se a palavra estivesse cometendo suicídio ou algo desse gênero.
página 107

Não sei se foi essa verossimilhança ou se foi o fato de Ruth escrever perfeitamente bem que me fez acreditar que aquela história pudesse ser real, ela era tão... tangível... eu sofria e me preocupava junto com as personagens, me sentia próximo a eles. É para tanto que antes de eu escrever a resenha anotei no meu caderno: “Pesquisar se a história é verídica”, só por este fato dá para se notar o quão bem essa mulher escreve.
O exemplar foi disponibilizado pela editora LeYa, que, aliás, está de parabéns com o trabalho feito neste livro. Não localizei erros, o acabamento é um luxo com aqueles detalhes dourados e ainda tem a capa... EU AMO ESSA CAPA! Não sei se lembram, mas à algum tempo eu fiz um post em que devíamos escolher uma capa para este livro, todas as capas eram muito bonitas, mas fico feliz que esta tenha sido a escolhida (minha capa favorita \o/). 
Tenho receio que minha opinião venha afastar vocês do livro, pensando algo como: “Este livro vai me trazer pensamentos suicidas? Não o lerei” (o que não é nem um pouco a verdade), mas quem pensa assim estará cometendo um grande engano porque hoje, quando olho para A Terra Inteira e o Céu Infinito, penso: “E se não tivesse lido este livro, o que seria da minha vida?”. 
Por eu espero que você leia, já que...
Nada no mundo é concreto ou real, já que nada é permanente, e todas as coisas — inclusive árvores, animais, cascalho, montanhas, rios e até mesmo eu e você — estão apenas fluindo por enquanto.

página 115
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] COMO VIVER ETERNAMENTE

Autora: Sally Nicholls
Nº de Páginas: 232
Editora: Geração Editorial
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.
Como Viver Eternamente nos conta a história de Sam e Félix, duas crianças unidas pelo câncer e que fazem de tudo para preencher o tempo que ainda têm, não aceitando nenhum tipo de sonho não realizado e correndo atrás para torná-los reais. 
Esse livro me pegou de surpresa ao tratar de um assunto tão complexo, ainda mais ele nos sendo mostrado pelo ponto de vista de uma criança de 11 anos, tão pura e meiga como o Sam, que já foi diagnosticado com leucemia três vezes. Emocionei-me a cada página; nunca vi um livro abordar a morte de maneira tão simples e delicada. 
— Não há necessidade de se inventarem os demônios para nos assustar — disse vovó, muito séria. — Já temos coisas verdadeiras suficientes para nos preocuparem sem ter de inventar mais.
página 62
Depois de muitas injeções e de medicamentos que passaram a ser aplicados com o objetivo de manter Sam vivo e não mais curá-lo, o mesmo lida com a doença de maneira infantil e madura, simultaneamente, percebendo que desta vez os remédios desaguariam no inevitável. 
Se, para uma pessoa adulta e de cabeça formada é a morte é perturbadora, o que esta poderia significar para uma criança com pouco mais de uma década de vida? 
Félix tinha razão. Não tem sentido ter desejos se a gente pelo menos não tentar realizá-los.
página 71
Sally Nicholls conseguiu imprimir veracidade ao livro destacando os altos e baixos dessa realidade: a mãe, que se sente meio que sobrecarregada ao tentar fazer tudo ficar bem, o pai que fecha os olhos perante à doença do filho e a irmã, que se faz de enciumada mesmo sabendo da condição do irmão. Isso mostrou a incrível habilidade dessa jovem autora, que já conseguiu me ganhar com esse jeito maravilhoso de escrever que só ela tem. 
Fui estapeada por lições de moral que eu jamais pararia para pensar, e que Sam mostrou-nos com sutileza e maturidade tamanhas: amar ilimitadamente, não deixar as boas oportunidades passarem e lutar pelo que queremos, independentemente do quão difícil seja. 
Algumas coisas são perfeitas do início ao fim.
página 184
Desse livro, não esperem drama, pois Sally nos traz um livro fácil de ler, com uma mensagem tocante e uma reflexão verdadeiramente valorosa sobre a arte de seguir seus sonhos e a vida e os seus grandes “porquês”.
Escrito por Amanda Braga
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