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[RESENHA] PARIS APAIXONADA

No ano de 2009 ao se deparar com um câncer, Eloisa James pseudônimo de MarryBly resolve abster-se de sua vida americana comum e se lançar em uma aventura, tirar um ano sabático no emprego como professora universitária de literatura shakespeariana e mudar-se para Paris com a família. Alessandro seu marido, que se demonstra compreensível, Luca e Anna seus filhos que conferem boa parte do humor presente na obra
O livro trata das memórias de um feliz ano vivenciado pela autora, Eloisa James,  em Paris, onde na verdade ela fez o que muitos de nós gostaríamos: deu uma pausa no que conhecia e foi atrás de novas descobertas, do desconhecido. Em busca de diferentes possibilidades e diante de uma nova cultura, ela acaba descobrindo muito sobre si mesma. Infelizmente, o que a leva a Paris é descobrir que assim como sua mãe, ela também tinha câncer. 
Se, por um lado, observar estupefata um acidente de carro faz com que a gente se sinta envergonhada, esmiuçar um livro de memórias sobre esclerose múltipla, por exemplo, dá a sensação de virtude – como se, ao ler sobre tragédias de outras pessoas, você estivesse adquirindo conhecimento sobre seu possível futuro.
página 13 

Preciso confessar que me emocionei com a vontade de viver da autora. Muitos se abateriam com a doença enfrentada, porém ela só demonstra mais vivacidade e pressa de ser feliz. Podemos perceber que seus problemas são comuns e nos identificamos muitas vezes com os conflitos de sua família, o que nos faz continuar com a leitura. 
A autora comenta bastante sobre comidas e fornece algumas receitas caseiras. Descreve também restaurantes que conheceu com a família. Recomendo esta obra principalmente a quem deseja conhecer sobre Paris, pretende visitar ou se mudar, pois até mesmo um guia é fornecido, ao final do livro. 
Eu nunca aprendi como viver o momento, mas aprendi que momentos podem ser desperdiçados e o mundo continuará a girar em seu eixo.
página 20
A capa do livro é atraente e inspiradora, mas por outro lado, a história que parece ser formulada por pequenas anotações ao longo do dia, que não contém parágrafos, diálogos e continuações, acaba dificultando para que a leitura flua e por esse motivo, a obra é difícil de conquistar.
Resenha por Laíze Campelo 
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[RESENHA] A SELEÇÃO

Autora: Kiera Cass
Nº de Páginas: 368
Editora: Seguinte
Classificação: três estrelas (mais como esse)

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças de dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar

Em um futuro muito distante, um novo país (Illéa) foi criado e é governado através do sistema monárquico, enquanto a sociedade foi dividida em castas. Sua casta determina a quantia em dinheiro sua família possui, sua posição social e também a sua profissão. Em meio a isso, existe também a seleção. 35 garotas são escolhidas para disputar o coração do príncipe, e a escolhida se tornará a rainha, já que assumirá o trono juntamente ao príncipe. 
Não é preciso dizer que milhares de garotas se matariam só para entrarem na seleção, já que mesmo que uma garota participe e não seja a escolhida, automaticamente ela passa a ser de uma casta muito superior. Nesse universo nos é contada a história de America Singer, uma garota determinada e apaixonada por Aspen, de uma casta inferior. 
A seleção é a ultima coisa que ocupa os pensamentos de America, uma vez que suas maiores preocupações são se casar com Aspen e trabalhar para sustentar sua família, no entanto, com as menores esperanças possíveis de entrar para a seleção, America se inscreve após uma grande insistência por parte de Aspen, que quer propiciar um futuro melhor para ela, só que o inesperado acontece e America é escolhida. 
America é uma personagem determinada, forte e que sabe o que quer, e isso já me conquistou de primeira porque não existe nada pior do que uma protagonista que não sabe o que quer da vida e fica se reclamando o livro inteiro. Fora isso, achei que os personagens são bem construídos e a história é bem envolvente. Não vou dizer que a escrita da Kiera é das melhores porque não é nem de longe. Ela escreve bem ruinzinho mesmo, mas a história te prende e você acaba nem ligando pra isso (sem contar que a escrita dela tem uma melhora notável no segundo livro da trilogia). 
Dizem as más línguas que o livro é uma cópia de Jogos Vorazes ou de outras distopias, mas olha, eu não entendo o porquê disto, visto que triângulos amorosos por triângulos amorosos existem em todas as distopias que eu já li até hoje e essa questão da divisão das castas pode ser que pareça um pouco, mas vale lembrar também que de alguma forma, ela está presente em todas as distopias, e ao decorrer da trilogia, você percebe que A Seleção foca em um lado totalmente diferente. 
Algo que poderia ter sido mais explorado pela autora era o romance entre Aspen e America antes da seleção, porque você acaba se apaixonando pelo príncipe Maxon e os motivos da America acabam não se tornando mais suficientes para ela continuar alimentando esperanças do amor deles dois, mas no geral eu diria que é um bom livro, com uma história super levinha e gostosa, que te prende do início ao fim.
Escrito por Stephanie Freire
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[RESENHA] A GAROTA DAS CICATRIZES DE FOGO

Autor: Ricardo Ragazzo
Nº de Páginas: 256 
Editora: Novo Século
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Quatro anos após o desaparecimento da filha e a misteriosa morte da esposa, Johnny Falco recebe uma pista que pode ajudá-lo a desvendar o caso. Um homem aparece morto com as mesmas características inexplicáveis de sua mulher: O CORPO NÃO PASSA DE UM ESQUELETO COM PELE. Seis anos após ter 80% do seu corpo queimado em um atentado, Lisa Gomez acorda em um hospital com uma incontestável diferença: TODAS AS CICATRIZES DE SEU CORPO DESAPARECERAM! E quando o destino dos dois se cruzarem na pequena cidade de Valparaíso, ambos descobrirão que as tragédias que cercam suas vidas estão muito mais interligadas do que poderiam imaginar.

A Garota das Cicatrizes de Fogo nos mostra a história de Lisa Gomez, uma garota normal até o dia em que um desconhecido ateou fogo em seu corpo e, paralelo a isso, temos também a trajetória de Johnny Falco, um homem que teve a esposa assassinada de uma forma um tanto quanto peculiar e que há quatro anos busca a filha desaparecida.
Mal comecei a ler o livro e já percebi uma semelhança meio óbvia no que diz respeito à série Supernatural (o que pode até não ser tão ruim, já que é umas das minhas séries favoritas), e o autor errou um bocadinho ao construir os personagens. 
Terrível e inexplicável. Duas palavras que poderiam descrever com precisão a mais comum das minhas noites.
página 46
No livro, eu quase não aguentava mais ler as partes do Johnny, pois este ficava querendo mostrar que era “O cara” a todo custo: ao ser o típico machão que resolve acreditar que a força bruta resolve tudo, ao se gabar seu “possante”, de sua arma (que ele chamava de “Narizinho”), e etc. Sério, me deu vontade de parar de ler e seguir minha vida.
Infelizmente, Ragazzo também não foi muito convincente ao construir a Lisa: todas as ações dela eram as que os homens esperam que as mulheres façam, e não o que estas realmente fariam. E por vezes a personagem se mostrou um pouco hipócrita, ela não sabia o que queria da vida e acabava se contrariando. E o amor entre ela e Alex/Daniel foi um pouco instantâneo demais: do nada eles aparecem namorando e super-hiper-mega apaixonados, fazendo promessa de amor e talz. Se bem que tem toda aquela coisa da vida passada, que eles se encontraram e que se amaram da mesma forma, mas não foi tão espontâneo quanto eu esperava.
Porque nos apegarmos a alguém se eu sou o final inevitável? Mas os humanos são fracos. São viciados em amor, não importa o quanto digam o contrário. (palavras da morte)
página 239
Lá pelas últimas páginas é que tudo foi ficando massa de verdade. O Johnny não estava mais tão focado em se gabar da sua força, e a Lisa finalmente tomou atitudes que se encaixavam com sua história, visto que ela tinha ficado marcada para sempre depois daquele episódio desagradável, que mudou o rumo de sua vida.
Ao longo do livro, várias perguntas foram surgindo em minha mente, mas todas foram devidamente respondidas (ou quase). O desfecho da história me satisfez bastante, pois mesmo o autor não explorando o livro da melhor maneira nas páginas iniciais, da metade pro fim tudo foi ficando mais claro e muito melhor de ler, mostrando assim, a incrível habilidade de Ricardo.
A perspectiva da Morte lhe entregara, de bandeja, a Vida.
página 79
Então é isso, gente, até a próxima! ;D
Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] A PECULIAR TRISTEZA GUARDADA NUM BOLO DE LIMÃO

Autora: Aimee Bender
Nº de Páginas: 304
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Rose Edelstein é era uma garotinha comum até o dia em que sua mãe decidiu preparar um bolo de limão, mas o que mudou tanto em sua vida após esse bolo de limão, que, aliás, deu o titulo ao livro?
Bem, Rose come uma fatia desse bolo e começa a sentir um gosto estranho... diferente... um gosto triste? Sim, inexplicavelmente Rose começou a sentir o gosto dos sentimentos que os alimentos possuíam, digo, o sentimento das pessoas que preparavam esses alimentos, e no fatídico dia do Bolo de Limão, sua mãe parecia triste, tal qual o bolo indicava. Mas porque isso acontece? O livro não conta.
Acredito que você — assim como eu — achou tanto o titulo como o enredo peculiar o bastante para surgir uma vontadezinha de ler esse livro.
Até porque essa estória da “garota que sente gosto das emoções” é um ótimo fundamento para uma estória de partir o coração e fazer você refletir sobre a vida com inúmeras metáforas sobre comidas e sentimentos, mas deixemos isso de lado porque esse livro não é essa coca cola toda.
Parecia acontecer repentinamente a revelação das coisas. Com o ar mais fresco e os jasmins em flor, algo novo. Foi de repente a minha descoberta da comida.
Eu gostei dos primeiros capítulos do livro, em que temos uma Rose inocente, que não sabe o porquê de ter esse “dom” e ainda está tentando entendê-lo melhor. Porém, isso se resume aos primeiros capítulos mesmo porque a autora vai nos mostrar uma Rose adolescente e uma Rose adulta do mesmo modo de quando era criança: não se conhece as razões e motivos para isto acontecer.
Além do mais, tem o acontecimento dos misteriosos desaparecimentos irmão ao longo de todo livro que contribui ao dar um ar todo nonsense à trama. Eu ainda não sei se o livro quis mostrar isso mesmo, ou estou sendo lento o bastante.
Mas não posso sair daqui sem pelo menos uma teoria que explique todo o paranauê que rola no livro, por isso lá vai ela: Rose é a caçula da família, irmã de um garoto prodígio que recebe a atenção de todos. Acho que ela cria esse dom para explicar que ela mesma está triste... e... não sei explicar.
Enfim, o livro pode ter uma estória que não vá a ponto algum, mas mesmo assim o livro é muito bem escrito e por isso dou a este peculiar livro, três estrelas.
Uma resenha nonsense... ok!
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] TODOS OS MEUS AMIGOS SÃO SUPER-HERÓIS

Autor: Andrew Kaufman
Nº de Páginas: 176
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Existem aproximadamente 249 super-heróis na cidade de Toronto. Tom não é um super-herói, mas conhece vários: O Anfíbio, A Pilha de Nervos, A Bronca, O Homem Impossível, O Minigigante, Daquiapouco, A Doma-Rapaz, dentre outros. Tom casou-se com uma super-heroína, A Perfeccionista, cujo poder é tornar tudo perfeito. No dia do casamento, Hipno, supervilão e ex-namorado de Perfeccionista, hipnotizou-a: Tom ficou invisível, mas somente aos olhos dela. Depois de dois meses sem notar o marido, a Perfeccionista está prestes a pegar um avião para recomeçar a vida em Vancouver.

É a partir de uma bela história de amor que Todos os Meus Amigos São Super-Heróis constrói um universo onde amizade, romance, profissões e cotidianos muito parecidos com os nossos ganham uma fina pátina de superpoder - ou mostra que superpoderes são apenas uma questão de ponto de vista. Tom está desesperado para que sua amada Perfeccionista volte a enxergá-lo e amá-lo. Como resolver isto sendo o único ser humano sem poderes nessa história?
Se você tivesse um super-poder, você acha que seria capaz de ser um super-herói? Sim, tipo Super-homem ou Batman, você teria essa capacidade? Na realidade, não dou a mínima para sua resposta, mas se você respondeu um “sim” à pergunta anterior irá ter que se preocupar com o pré-requisito básico de um super herói: resumir toda sua personalidade em termos básicos. Pois é, se eu fosse você responderia um não.
Enfim, Tom mora em Toronto e, assim como eu, é uma pessoa normal. O problema é que em Toronto há mais de 249 super heróis: tem O Anfíbio, A Pilha de Nervos, O Bronca, Hipno... e A Perfeccionista. Ah, A Perfeccionista, como Tom, o Normal, não se apaixonaria por um ser tão... perfeito? Seu sorriso é perfeito, seu cabelo bagunçado é perfeito... Como um ser tão perfeito pode se apaixonar pelo simples e normal Tom? Sim, ela se apaixonou por Tom, mesmo depois de ter uma relação hipnótica com Hipno, e é aí que começa a verdadeira história.
No dia do casamento de Tom e A Perfeccionista, Tom se torna invisível, o que poderia ter sido algo “perfeito”, porém ele desapareceu somente para A Perfeccionista... mesmo que ele a acompanhe por onde quer que ela vá, ou se seus amigos falarem que ele está lá ao lado dela, ela não o verá.
Se a música é invisível, será que ser invisível é tão ruim assim?
E ela já cansou de esperar, cansou de tudo e comprou uma passagem só de ida para Vancouver, mas será que até lá ela poderá ver ele novamente?
Mentiria para você se dissesse que esse livro foi uma das melhores leituras da minha vida, mas tenho que dar os parabéns ao autor por construir uma narrativa tão intensa e de um sentimentalismo tocante.
Ok, tem uma coisa que você sabe fazer, uma coisa que você faz diferente de qualquer outra pessoa neste planeta. Isso o torna especial, mas ser especial na verdade não significa nada.
O alicerce utilizado para “sustentar” a obra foram os flashbacks, que estavam presentes em quase todos os momentos do livro, mostrando fatos importantes na construção das personagens. 
Todos os Meus Amigos São Super-heróis é um livro totalmente tocante e metafórico, ou seja, eu traduzi todos os “poderes” citados no livro como um reflexo da personalidade real daquelas pessoas, o que significaria que a ausência de poderes de Tom ou se referia a uma falta de personalidade deste, uma indecisão ou que Tom é um indivíduo de personalidade rasa que só vive para outra pessoa, o que me leva a acreditar na teoria de que essa pessoa para quem ele vive é A Perfeccionista, mas ela não entende (ou não quer entender) o porquê disso (por isso a invisibilidade), compreende?
Botando de lado todas as minhas teorias conspiratórias e malucas, temos um livro – repito - sentimental, tocante, metafórico e que me fez lembrar de vários outros livros bem breves, mas tão intensos que são de partir o coração.
O livro do Andrew Kaufman foi publicado pela LeYa, que nos disponibilizou para a realização desta resenha. Então até a próxima, pessoal!
Escrito por Otávio Braga
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[SEXTA DA PIPOCA] O PECADO MORA AO LADO

Direção: Billy Wilder
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos
Estreia: 03/06/1955
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Richard Sherman, é um editor de livros que sente-se "solteiro" quando a mulher e o filho viajam em férias. Ele começa então a ficar cheio de ideias quando uma bela e sensual jovem, que é modelo e sonha ser atriz, torna-se a sua vizinha.

Um dos filmes mais relembráveis de nossa diva Marilyn Monroe é O Pecado Mora ao Lado, que nada mais é que uma comédia que narra a vida de Richard Sherman (Tom Ewell), um homem que, ao ver sua esposa e filho viajarem no verão, promete ser o marido "perfeito", diferentemente de todos os outros homens. Ele até tenta o máximo possível ser esse exemplo de homem, mas uma garota vem passar o verão em Nova York e todos seus esforços acabam sendo em vão. 
Sempre nutri uma admiração suprema pela linda e diva da Marilyn Monroe; sempre a achei um exemplo de mulher e sensualidade, além de ser um ícone, não só para sua época como para todas as eras, e por isso decidi assistir ao filme: para poder idolatrá-la mais (tá, já chega de ataque de fangirl, hehe). 
Achei a personagem de Monroe bastante interessante (Psiu! Vocês que assistiram já notaram que não é dito o nome da personagem de Marilyn? Pois é.) porque mesmo a atriz transpirando sensualidade por todos os poros, a sua personagem é totalmente ingênua e infantil e percebemos isso pela contradição de papéis: enquanto o personagem de Tom Ewell (Richard Sherman) é bastante direto, a personagem interpretada por Marilyn é ingênua demais. O que ele fala em tom de sedução, ela geralmente entende como brincadeira. 
É importante destacar os delírios paranoicos do personagem de Ewell (Richard Sherman), que quando não estava se imaginando como Dorian Gray (de O Retrato de Dorian Gray), estava sonhando com sua atuação no filme A Um Passo da Liberdade ou pensando que estava no mundo da lua. O problema é que quando vista hoje, sua atuação é um pouco forçada. Pode ser que para a época seus devaneios tenham arrancado gargalhadas de muita gente, mas eu, particularmente, não fiz mais que esboçar um ou dois sorrisos. 
Como bem sabemos, o cinema é marcado por cenas/diálogos/imagens ilustres e eu não poderia deixar de ressaltar que é nesse filme que vemos aquela cena da nossa beautiful Marilyn com o vestido aos ventos. Sinceramente, não vi motivo para tamanho alvoroço quanto à cena, já que ela além de ela ser bem curta, nem sequer mostra Marilyn por completo, como sempre vi por aí. Já até ouvi boatos de que o filme teria sido censurado e a cena editada para que a calcinha de Marilyn Monroe não aparecesse, mas minha opinião é irredutível. 
Recomendo esse filme, e muito. Não é só porque dei três estrelas que vocês têm que ignorá-lo. Temos que reconhecer que O Pecado Mora ao Lado foi e sempre será um marco no cinema Hollywoodiano e tem seu valor para a sua época. Então é isso, gente. Beijos e até a próxima! 
Escrito por Amanda Braga
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[SEXTA DA PIPOCA] A MENTIRA

Direção: Will Gluck
Gênero: Comédia
Duração: 92 minutos
Estreia: 16/09/2010
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Olive (Emma Stone)é uma menina comum que era meio invisível no colégio. Um dia ela decide ajudar seu amigo gay e finge que teve um caso com ele. Os dois se tornam os mais populares. Ela percebe que sua vida se tornou parecida com a heroína do romance "A Letra Escarlate", Hester Prynne, e começa a fazer dessa ajuda a garotos desesperados, seu modo de ficar popular
Durante maior parte do tempo, sou quase completamente contra comédias, de qualquer tipo. Em parte pelas piadas repletas de duplo sentido e vulgaridades, o que alega a perda quase que completa de inocência da comédia de como víamos com Charlie Chaplin e, por outro lado, porque nenhuma desses filmes não me faz rir em momento algum.
Não direi que A Mentira foi a comédia mais engraçada do mundo ou que ela seja tão inocente quanto um bêbe, mas seu diferencial foi porque ela era DIFERENTE, ainda que houvesse aquele tipo de piada.
O filme conta a estória de Olive (Emma Stone) que ao ter que mentir para a melhor amiga, Rhiannon (Aly Michalka), para que pudesse se safar de um fim de semana chato, ela acaba tendo que inventar uma história contando que ela passou o fim de semana com um cara da faculdade, daí uma pessoa escuta e conta para outra... e para outra... e para outra... e os boatos se espalham e Olive acaba ficando mal falada na escola toda.
Em parte isso seria ruim, mas ela até que achou “interessante” o fato de uma pessoa passar de completa desconhecida para uma “celebridade da escola” de maneira tão veloz, ou seja, ela deixou que as histórias continuassem.
E ela até faz com que essas histórias aumentem ao começar a ajudar os “menos afortunados” fazendo com que os outros pensem que ocorreu “algo” entre essas duas partes.
E os boatos continuam...
Ah, também tem a Marianne (Amanda Bynes) que é uma cristã obsessiva que começa com os boatos sobre Oliver e é a antagonista do filme (obviamente).
Bem, o filme é basicamente sobre boatos e como estas histórias se espalham rápido e reforça aquela ideia de não acreditar em tudo o que nos contam e toda essa coisa que já vimos em variados filmes.

A Mentira acaba se tornando um filme “agradável” porque tem algumas tiradas divertidas e é uma comédia muito família, não é aquela coisa com um teor mais adulto.
Gostei muito do elenco, por ele conter, além de Emma Stone, Aly Michalka (Belas e Mimadas, Agora Você Vê e High School Band) e Amanda Bynes (O Grande Mentiroso, Tudo que uma Garota Quer, Hairspray, Ela é o Cara) o que deu ao filme um ar mais teen mesmo por elas serem duas figuras estampadas em comedias para adolescentes e coisas do tipo. E temos Emma Stone que é uma ótima atriz... para comédias, o que significa que prefiro muito mais a atuação dela em A Casa das Coelhinhas, Zumbilândia e no próprio A Mentira do que seu trabalho em Histórias Cruzadas, por exemplo.
Então é isso pessoal, esse filme é bem legalzinho e divertidinho e espero que compartilhem a mesma opinião do que eu!
Fiquem com o trailer aí gente:
Escrito por Otávio Braga 
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[RESENHA] FEIOS

Autor: Scott Westerfeld
Nº de Páginas: 415
Editora: Galera Record
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.
Feios é o primeiro livro da saga de mesmo nome e o livro se passa em um futuro muito distante, em que as pessoas são divididas em "feias e perfeitas". Quando você completa 16 anos, passa por uma cirurgia plástica e se torna um perfeito (no real sentido da palavra), sem qualquer defeito. Nesse universo, é contada a história de Tally Youngblood, uma jovem prestes a completar 16 anos, que conhece uma outra feia chamada Shay (esqueci o sobrenome dela) que a apresenta a um mundo completamente diferente, um lugar onde as pessoas podem ser felizes como são (sendo feias). O problema é que Tally havia feito uma promessa a seu amigo Peris, que já se tornou um perfeito. O que Tally irá decidir? 
Ao decorrer do livro vamos conhecendo a fundo a Tally e entendendo seus medos, sensações e pensamentos. Ela é uma personagem que você ama e odeia ao mesmo tempo, e isso nunca havia acontecido comigo em nenhum outro livro. Tally é uma personagem muito “acreditável”: você realmente sofre junto dela e pensa como ela pensa. Eu, particularmente, eu adoro personagens assim; com eles você consegue mergulhar na história de uma forma mais intensa
Feios não é “A” distopia. Eu penso que em alguns momentos, a história meio que perdeu o foco, mas achei o universo da história, de certa forma, muito interessante, pois apesar de ser futurístico ele se mantém muito atual (e sem contar que ele nos leva a refletir bastante a respeito dos valores da nossa sociedade e sobre como a beleza é algo relativo), eu diria que vale a pena ler apenas pela "lição de moral". 
A leitura possui um ritmo totalmente viciante, e como é bem característico dos livros de Scott, você vai se roer pra ler o próximo da saga. Talvez ele demore um pouco pra pegar o ritmo, mas depois que pega ele vai com todo o embalo (principalmente no fim). Por vezes você tem que parar um pouco pra digerir o que leu e voltar a ler, mas é uma leitura muito fácil e gostosa; você lê o livro bem rápido. Fazendo uma análise geral, o livro é bom e traz uma mensagem muito importante de um jeito bem simples e possui uma leitura beeeem agradável. 
Escrito por Stephanie Freire
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[SEXTA DA PIPOCA] CARRIE, A ESTRANHA

Direção: Kimberly Peirce
Gênero: Drama/Terror
Duração: 99 minutos
Estreia: 06/12/2013
Classificação: três estrelas (mais como esse)

Uma releitura do clássico conto de terror sobre Carrie White (Chloë Grace Moretz), uma garota tímida rejeitada por seus colegas e super-protegida por sua mãe profundamente religiosa (Julianne Moore), que traz o terror telecinético para sua pequena cidade após sofrer uma brincadeira de mal gosto durante o baile de formatura.

E a terceira adaptação do romance homônimo de Stephen King (aliás acho esse nome, “Carrie, a estranha”, muito preconceituoso por parte dos tradutores. Só porque a pobre da Carrie tem poderes paranormais ela é estranha? Isso é bullying!) para os cinemas é bom, mas deixa [muito] a desejar. Embora contasse com uma divulgação invejável (você já viu este vídeo?) e a diretora Kimberly Peirce (The L Word, Meninos não Choram) tivesse “prometido” uma ÓTIMA adaptação.
Carrie White (Chloë Grace Moretz) é uma garota ingênua e é vitima constante de piadas por ser “estranha”. Sua Mãe, Margaret White (Julianne Moore) é uma fanática religiosa e superprotetora (fato esse que me fez lembrar de Norma Bates de Psicose, mãe de Norman Bates, e quem leu sabe que o que ela diz é lei. Se eu disser que o céu é azul e ela, dourado, ela estará certa. Pois é, Margaret White é desse tipo, só é meio doida.), que mostra ter uma relação de amor e ódio com sua filha. Aliás, o relacionamento das duas é um dos alicerces de toda a estória (já que tudo que acontece tem um dedo da mãe no meio), mesmo que não tenha sido explorado bem no filme (na verdade, NADA foi explorado bem nesse filme).
Na escola, Carrie sofre bullying constantemente e a única "boa alma" existente que fica a seu lado é a professora Rita Desjardin (Judy Greer). É ela que a apoia após a enxurrada de ofensas que ela recebe de um grupo garotas e esse turbilhão de ofensas que ela sofre é importante, porque é ele que dará “sustentação” para o resto da história (a famosa cena de Chocolate com Pimenta do baile), já que uma das envolvidas, Sue (Gabrielle Wilde, de Os Três Mosqueteiros) sente-se culpada pelo que aconteceu e pede que seu namorado, Tommy (Ansel Elgort), vá com Carrie ao dito baile, onde acontece o resto da estória toda.
Carrie, a Estranha fala mais sobre os relacionamentos e suas consequências do que ser um terror propriamente dito, vemos isso também em IT, ou seja, ambas são mais terrores psicológicos (Embora Pennywise tenha me dado medo de verdade). 
Pelos críticos, o filme ficou conhecido por ser um remake desnecessário, mas com um bom elenco. O que é verdade, já que este conta com as atuações de Chloë Grace Moretz (Kick-Ass, 500 dias com ela, Sombras da Noite, A Invenção de Hugo Cabret), Julianne Moore (Virada no Jogo, Longe do Paraíso), Judy Greer (Two and a Half Men, De repente 30, Vestida para Casar) e o “queridinho dos últimos tempos”, Ansel Elgort (Divergente, A Culpa é das Estrelas).

Apesar disso, Chloë Moretz não conseguiu me convenceu como Carrie (e olha que eu nunca assisti as outras adaptações ou ao menos li o livro. Sim, eu assisti porque gosto da atriz). Suas expressões e atuação me pareceram um pouco forçadas careço de fontes para realizar um argumento mais aceitável, mas mesmo assim ela conseguiu passar a “mensagem” (Quem não ficou triste quando a Carrie foi “bulinada”?).

Ao contrário, disso temos uma ótima atuação de Julianne Moore como “Mãe de Carrie”. Não vi coisa mais intensa do que as cenas com Moore. A cena da porta, a cena do final… Julianne Moore foi ótima nesse filme.

De bom do filme podemos tirar (também, além do elenco) os efeitos especiais, o que já se era de esperar por ser um remake de filmes de 1976 e 2002. É claro que prevíamos uma melhorada na fotografia do filme, nos efeitos especiais e em todas as partes que pudessem ser  melhoradas no computador.

Mas nem as melhorias tecnológicas foram capazes de corrigir o enorme erro do filme, que foi que (antes disso, lembre: eu não faço a mínima ideia de como seja o livro, ou seja, eu falei “erro do filme” ali, mas pode se estender ao livro. Enfim, continuemos.) a obra foi rasa, pouco explorada, pouco intensa, fraca e outras palavras que exprimam fraqueza. O que quero dizer é que após assistir ao filme eu fique me perguntando: esperei tanto por este filme e ele só me vem com isso? O filme se resume a:
Carrie “bulinada” -> Carrie “se descobrindo” -> Carrie “revoltada com a mãe” -> Carrie “revoltada com o mundo” 
Isso quer dizer que se você está esperando por respostas claras sobre a “paranormalidade” de Carrie, você pode tirar o cavalinho da chuva.
Mas no começo, eu falei que o filme é bom, mas por quê? Embora tenham MUITOS pontos negativos a serem analisados, criticados e discutidos, eu não me arrependi de tê-lo assistido (é como aqueles filmes bestinhas que insistimos em assistir. “Sexta-feira muito louca” manda um oi). E além disso, pude rever a bela Chloë Moretz (sim, ela é linda) e ver atuações muito boas.
Confira o trailer:

Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] AMAZÔNIA: ARQUIVO DAS ALMAS

Autor: Paul Fabien
Nº de Páginas: 332
Editora: Ísis
Classificação: três estrelas (mais como esse)

Amazônia: Arquivo das Almas conta a história dos dois melhores majores do Exército Brasileiro, Vitã e Helena. Os dois são designados, pela base militar de Codajás, para uma missão “secreta” em que eles têm que verificar uma atividade suspeita, localizada na fronteira do Brasil com a Venezuela. Bem, passado todo o andamento da missão, eles chegam a um “esconderijo secreto” do ditador da Nova Mesopotâmia e, após se infiltrarem nesse tal esconderijo, descobrem o porquê que esse povo “do oriente” estava querendo o Brasil.
E então, o que é que esse tal ditador quer conosco? E o que significa os “Arquivos das Almas”, o subtítulo do livro? 

Calma pessoal, porque a resposta para essas duas perguntas chegam a convergir em alguns momentos; porém, eu vou ter que, infelizmente, deixar esses questionamentos em aberto, já que as respostas são encontradas quase no meio do livro.
Vitã sabia que um novo desafio estava prestes a surgir. Talvez...o maior de toda sua vida.
página 25
Enquanto eu lia Amazônia pude perceber que a cada página, Paul Fabien se mostra um cidadão extremamente patriota, e ele quer passar pro leitor que o Brasil não é só “coisa ruim”; que temos nossos heróis. Quem foi contra o maior ditador do mundo? Justamente, NÓS. Então deixe para trás essa balela de que o que é de fora é melhor, já que são dois heróis brasileiros que protagonizam essa trama, seja lutando, pilotando, atirando ou fazendo o “diabo a quatro” (Sério, eles são demais).

E outro diferencial desse autor foi o fato de ser uma das primeiras obras brasileiras (que eu vi) em que encontramos não só um Brasil futurista, mas sim uma Amazônia futurista. Sim, a Amazônia. A desprezada e esquecida por todos (quando falamos de livros de ficção, é claro), é o organismo que mais figura na trama (ele estão lutando... na Amazônia. Eles estão na base militar que fica... na Amazônia).

Você já deve ter entendido: Brasil é o melhor!
No geral, eu gostei da obra, achei que ela tinha um bom potencial, tinha um bom enredo, bons espaços, bom sustentáculo, narração legal, personagens bem desenvolvidos, trama bem feita, tinha tudo para ser perfeita. Isso. “tinha tudo”, porque a obra escorregou muito por causa desses três motivos:

(1) O “Arquivo das Almas”, que intitula o livro, só nos é apresentado no capítulo 25, onde tem uma história todinha por trás disso, mas o autor se prolongou demais nessa “explanação” (e confesso: eu gostei bastante da narrativa sobre o Arquivo das Almas) e depois quando acabaram todas as 25 páginas que a continham, eu achei que a estória perdeu um pouco de sua graça. Foi BEM mais demorado eu ler as 100 últimas páginas do que as 230 primeiras.

(2) A grande resposta para a vida o universo e tudo mais é: aliens? Bem, nessa eu achei que o autor escorregou não por inserir uns alienígenas aqui e acolá (afinal, eu gosto de histórias com aliens), mas porque não se encaixou, só isso. Ficou meio estranho, na minha opinião.

(3) Embora a obra tenha tido um ótimo desenvolvimento do enredo, dos personagens ou do espaço, não houve a mesma coisa na narrativa em si. Eu gostei da história, mas achei que faltou alguma coisa (só não sei o que é).

Agora falaremos sobre o livro (o exemplar): A obra foi publicada em 2013, pela editora Ísis. O designer da capa foi criada por Raqsonu e ficou uma belezura. Sério, eu gostei muito das cores e das representações que encontramos no desenho. O livro foi impresso naquele papel branco e a capa foi produzida com... com... não sei o nome daquele material, mas em poucas palavras: ficou “mole”. Fizeram um bom trabalho de edição, mas na hora da revisão... Sim, tem erros (de concordância, de ortografia, de pontuação etc), mas relevei bastante, já que o autor estava consciente disso antes mesmo de enviar-me a obra e ele já me avisou que será publicada uma nova edição em que estes erros seriam corrigidos.

Por fim, Amazônia é uma aventura com um enorme potencial e receberá três estrelas com todo meu amor.
Escrito por Otávio Braga
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