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[RESENHA] ANEXOS

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O'Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?
Anexos é foi o o primeiro livro escrito pela Rainbow e é ambientado em 1999, quando a internet ainda era uma "novidade". Este é o livro mais “adulto” dela e o enredo extrapola o modelo clássico de romance: todo o processo do final feliz é um pouco desajeitado e embaraçoso, o que me fez gostar mais ainda da obra por ser mais próximo da vida real. 
O protagonista, Lincoln, tem quase 30 anos, não tem namorada, mora com sua mãe, tem vários cursos e trabalha em um jornal monitorando os e-mails trocados pelos funcionários. Seu expediente limita-se a conferir se algum empregado está enviando piadinhas ou mensagens indevidas, e é numa dessas noites de trabalho que Lincoln se depara com as mensagens de Jennifer e Beth, e acaba as “conhecendo”, mesmo sabendo que deveria enviar-lhes uma advertência. 
Não me canso de elogiar a escrita da Rainbow. Ela é dotada de muita sabedoria e consegue transformar toda a leitura numa coisa bem mais dinâmica e tranquila, me dá gosto de ler.Os personagens são bem construídos e desenvolvidos e não percebi ninguém sendo enfeite: todos tinham seu momento de brilhar, sendo muito bem explorados. 
A Rainbow sempre consegue me fazer gostar dos seus personagens. Sempre me encanto ~principalmente~ com os homens da história e muitas vezes até me pegava triste e melancólica por não conhecê-los na vida real. 
Aqui no Brasil, o livro foi lançado ano passado pela editora Novo Século. Apreciei muito todo o design e a diagramação do livro, estão de parabéns! 
Então é isso, gente. Tchaau~
Resenha por Amanda Braga
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AS MELHORES LEITURAS DO ANO

2014 foi um ano completamente difícil, principalmente na leitura. Nesse ano, tivemos poucas leituras em relação a 2013 e a grande maioria dessas leituras não nos agradaram 100%, ou seja, foi um ano difícil, em que não lemos muitas coisas realmente satisfatórias, embora quiséssemos ter lido muito mais que conseguimos.
E pelo fato de nossas leituras terem sido escassas, resolvemos fazer uma lista em que todos nós da equipe, juntos, escolhemos quais foram nossas melhores leituras do ano. 

PS: a lista não será divida por colocações, logo os livros estarão distribuídos de modo aleatório.
Da mesma forma como se acredita que uma mãe não pode escolher qual é o seu filho favorito, acreditamos que não se pode escolher qual livro da Rainbow Rowell é o seu favorito. Eleanor & Park, Fangirl e Anexos (todos os lançados até o momento no Brasil) contêm seus méritos e seus erros particulares, mas envoltos na fabulosa escrita da Rainbow eles se tornam perfeitos na mesma medida e é impossível decidir qual o melhor entre eles (isso já foi dito, sabemos). Por todos esses motivos eles estão juntos aqui, como bons irmãos que são.

3 das 3 pessoas que compõem a equipe do blog podem concordar que Marilyn Monroe é a sua atriz favorita dos anos 50, e simplesmente por esse motivo, Fragmentos merece muito estar aqui. O livro contém poemas, anotações e cartas íntimas da conhecidíssima musa de Hollywood e é o único livro não ficção que está nesta lista.

Battle Royale figura como o último livro lido em 2014. O ‘livro que inspirou Jogos Vorazes’ está aqui por conter um enredo completamente surpreendente, que conta a estória de 42 colegas de classe que são colocados em uma ilha para se enfrentarem até a morte (tal qual Jogos Vorazes). O livro de 1999 foi relançado esse ano pela editora Globo   e foi também o melhor livro e mais violento já lido por nós (se é que isso existe).

O segundo livro da série Trono de Vidro (que também estava na lista de melhores leituras ano passado) consegue ser ainda melhor que o primeiro! Neste segundo, a história sobe de patamar e revela inúmeros segredos e faz com que fiquemos mais ansiosos para o próximo livro. De toda forma, Coroa da Meia-noite foi a melhor sequência já lida em todo o ano de 2014.

No ano de 2014 não iniciamos muitas novas séries além de The Maze Runner, Feita de Fumaça e Osso, Os Legados de Lorien e The Memories Chronicles, mas foram poucas delas que instigaram tanto quanto o primeiro livro da série 1Q84, escrita por Haruki Murakami. O livro é muito bom e é muito complicado colocar aqui em palavras o quão encantador foi a leitura deste livro.

Feita de Fumaça e Osso foi outra série que surpreendeu a nossa equipe nesse ano de 2014. A história de Karou é, além de melhor saga de anjos lida pela equipe, um romance inesquecível muito bem escrito e com uma mitologia muito bem explorada.

O posto de livro mais tocante do ano fica com o romance auto ficcional A Terra Inteira e o Céu Infinito, que nos traz a história de Ruth e Nao, onde suas vidas são muito próximas mesmo estando tão longe uma da outra. O romance traz ensinamentos, fala sobre bullying, sobre a vida, sobre o destino e é simplesmente perfeito.

Garotas de Vidro é um livro forte e marcante que conseguiu mexer com o psicológico de muita gente, colocando o distúrbio alimentar em pauta numa outra visão: a da vítima. Laurie H. Anderson conseguiu imprimir tanta veracidade à obra que ficou quase impossível distinguir se a escrita do livro estava sendo feita pela a autora ou pela própria Lia. É como foi dito na resenha; nesse livro, sofrer recebe um novo significado.

O único livro nacional presente nesta lista foi escrito pelo magnífico Walter Tierno. Anardeus é um livro que mistura imaginação com a realidade de tal forma que é uma tarefa muito complicada dividir esses dois mundos e é por isso e por muitos outros motivos que esse livro é muito, mas muito bom mesmo.

Esses poucos livros foram os nossos preferidos nesse ano e esperamos que em 2015 leiamos muitos mais livros e muitos livros bons. E aí, quais foram os melhores livros de 2014?
E lembrando: um feliz 2015 a todos!
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[RESENHA] ELEANOR & PARK

Autora: Rainbow Rowell
Nº de Páginas: 328
Editora: Novo Século
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Eleanor e Park se conheceram no ônibus, a caminho da escola. Logo de cara, Eleanor é recebida com risos abafados, olhares sarcásticos e palavras maldosas, visto que esta é nova no bairro e tem uma aparência diferente da das outras garotas, usando roupas mais largas e acessórios incomuns. Já que ninguém cede lugar para a garota, Park se vê sem saída e acaba por deixar que Eleanor sente-se ao seu lado e ele, apesar de não odiá-la, não simpatiza com ela. Não de primeira.
Geeente, que livro ótimo! Rainbow escreve super bem e, com uma sutileza invejável, consegue abordar assuntos mais pesados sem ter que jogá-los na sua cara, apenas citando-os sem maior aprofundamento. A forma como o livro foi escrito também contribui (e muito) para uma leitura mais dinâmica: ele é feito em terceira pessoa e alterna entre os pontos de vista de Eleanor e Park, periodicamente.
Ela se assustou quando viu o rosto dele, muito pior do que antes. [...] Deu vontade de chorar. E de beijá-lo. (Porque, pelo visto, qualquer coisa dava vontade de beijá-lo. Park podia dizer que ele tinha piolho e lepra e vermes parasitas vivendo em sua boca e mesmo assim ela usaria gloss de menta. Nossa.)
página 138
Esse é um típico clichê norte-americano, mas que se passa nos anos 80: a garota nova que sofre bullying e o rapaz bonito e certinho que acabam se apaixonando. Mas esse é um clichê tão bem feito, tão gostoso de ler que eu dou até um desconto pelos errinhos de revisão que encontrei.
O livro foi genial em sua simplicidade, não precisando de palavras difíceis e enigmáticas para que se tornasse uma obra bela: ela conquistou seu brilho através dos pequenos detalhes. Começou não prometendo muito e acabou me tendo nas mãos.
Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele e torno dela feito um torniquete.
Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.

página 158
Essa história me cativou bastante e pode ser definida apenas como sendo pura e real. Ou melhor, ela nem pode ser definida, de tão boa que é. Cara, o amor deles é tão lindo. Esse é o tipo de livro que eu quero que todo mundo leia. Sério. De todos os livros que eu já li, esse foi o único em que eu ri, chorei e ri mais ainda, tudo ao mesmo tempo. Mas confesso que quando terminei,pensei que meu livro estava com defeito e estava faltando páginas, mas quando percebi que não, fiquei com uma vontade muito grande de jogar o livro pela janela. O final é simplesmente frustrante.
Então, fica aqui meu recadinho de amor: Dona Rainbow, EU NECESSITO DE UMA CONTINUAÇÃO, POR FAVOR! Eu preciso saber o que acontece depois, senão minha vida perde o sentido. Por favor, Rainbow. Por. Favor. (Maaas, a notícia boa é que ele vai virar filme e as filmagens estão marcadas para iniciarem-se em 2015. Demora, mas chega.)
Eleanor tinha razão. Não tinha boa aparência. Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa.
página 166
Esse livro leva pra casa cinco brilhantes estrelinhas. Então é isso, gente. Até a próxima! 
Escrito por Amanda Braga
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