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[RESENHA] 1Q84 | Livro 1

Autor: Haruki Murakami
Nº de Páginas: 432 
Editora: Alfaguara

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Um mundo aparentemente normal, duas personagens - Aomame, uma mulher independente, professora de artes marciais, e Tengo, professor de matemática - que não são o que aparentam e ambos se dão conta de ligeiros desajustamentos à sua volta, que os conduzirão fatalmente a um destino comum. Um universo romanesco dissecado com precisão orwelliana, em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes.
Em 1Q84, Haruki Murakami constrói um universo romanesco em que se cruzam histórias inesquecíveis e personagens cativantes. Onde acaba o Japão e começa o admirável mundo novo em que vivemos? Uma ficção que ilumina de forma transversal a aldeia global em que vivemos.
Aomame é uma assassina profissional. Tengo, um escritor. E a estória de 1Q84 poderia se resumir totalmente a isto, mas não é o que ela faz. 
Comecei a ler 1Q84 após sua sinopse me instigar muito e mesmo que eu não fizesse a mínima ideia do que esperar do livro, estava otimista e acreditava que o livro não iria me decepcionar e... bem, ele não me decepcionou. 
Sim, eu demorei muito tempo para acabar de ler 1Q84, mas se você estiver pensando que a obra de Haruki Murakami seja chata, vá tirando seu cavalinho da chuva. 
Muitas vezes ela se perguntava o que significava conquistar a liberdade, e se isso não seria o mesmo que escapar habilmente de uma jaula para cair numa outra ainda maior.
Esse primeiro livro não tenha um enredo apalpável, ele apenas nos traz — de um modo introdutório — fatos a respeito da vida dos personagens principais e como a estória de Aomame e Tengo irão se interligar. E essa “introdução” ao livro é perfeita! O estilo de Murakami é único e mesmo que o livro tivesse tudo para ser chato (por ser meio que uma introdução) ele não chega nem perto disso. 
Não havia dito antes, mas o livro é escrito de forma alternada em que temos um capítulo focando na Aomame e seus dilemas, e em outro temos a vida de Tengo. Até agora acho que é impossível decidir qual entre os dois é mais agradável de ler, em alguns momentos você poderá achar que as partes da Aomame (principalmente as dela) lhe deixam meio confuso, como também poderá achar que as partes de Tengo sejam super chatas, e que (além de pequenos fatos) a história destes dois não tem nada em comum uma com a outra, mas todas estas opiniões serão deixadas para trás quando o final do livro der aquele nó em sua mente! 
Então se lembrou de que não estava vivendo no mundo de 1984, mas no 1q84, que sofrera alterações. Tudo não passava de uma hipótese, mas ela gradativamente se tornava mais plausível. E nesse novo mundo pareciam existir muitas informações que ela não conhecia. Precisava ficar muito atenta a tudo.
Mas venhamos e convenhamos que o livro é muito bem escrito e tem uma enredo magnífico! Além de ter uma edição perfeita e ser o box mais lindo que tenho! 
Tenho muitas expectativas para o próximo livro da série, já que criei inúmeras teorias acerca da historia do livro, então se você já leu e também tem alguma teoria, não esqueça de compartilhar comigo, okay?
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] HEMLOCK GROVE

Autor: Brian Mcgreevy
Nº de Páginas: 340 
Editora: LeYa
Classificação: duas estrelas (mais como esse)

Quando Brooke Bluebell, uma jovem de 17 anos, é brutalmente assassinada na antiga siderúrgica de Godfrey numa noite de lua cheia, as suspeitas rapidamente recaem sobre Peter Rumancek, o jovem cigano que muitos acreditam ser um lobisomem, e Roman Godfrey, o esnobe milionário herdeiro da fábrica onde o corpo de Brooke foi encontrado. Injustiçados, Peter e Roman resolvem unir forças para descobrir o verdadeiro assassino e provar que são inocentes. A caçada começa quando outras mortes passam a ocorrer – também em noites de lua cheia - e os jovens começam a desconfiar que estão mais envolvidos com o caso do que poderiam imaginar...
Hemlock Grove” começa com a trágica morte de Brooke Blueball, que havia sido estraçalhado por algum tipo de animal, e com a chegada de Peter Rumaneck à cidade (que após confessar à Christina Wendall que era um lobisomem, torna-se suspeito número um não só do assassinato da Brooke, como de todos os outros que viriam a seguir).
É engraçado como você pode olhar para uma coisa mil vezes sem realmente vê-la
Toda a história do livro gira em torno de tentar descobrir o que, ou melhor, quem estaria cometendo estes assassinatos (SPOILER: não, não é o Peter), mas entre o primeiro assassinato e a descoberta, acontece muita coisa mesmo, algumas que permanecem confusas em minha cabeça.
Vamos por partes.
Após a chegada de Peter (e sua mãe Lynda) à cidade, a primeira pessoa que este tem contato é a supracitada Christina, uma garota super-curiosa que almeja ser uma grande escritora um dia e sai espalhando na cidade inteira que Peter era o assassino.
— As pessoas veem o que veem — disse ela.— Veem alguém como Peter, e ele é como uma página em branco que as pessoas podem colocar aquilo do que têm medo. Você sabe como as pessoas são.
Quem vem se tornar o primeiro “amigo” de Peter é o hipnotizante Roman Godfrey, que é filho de Olivia Godfrey e são da família mais influente de toda Hemlock Grove, onde possuem um instituto de pesquisas biomédicas (a majestosa “Torre Branca”) que trabalham com experiências a la Frankenstein. É o Roman que ajudará Peter a encontrar o verdadeiro assassino. Ah, quase ia me esquecendo, o Roman é um upir que seria uma espécie de vampiro que é meio dragão e tem a capacidade de hipnotizar as pessoas.
Nesse meio-tempo aparecem também: Shelley Godfrey, a misteriosa irmã de Roman (vai levar um tempo até que você entenda por completo o que É ela); Letha Godfrey, prima de Roman. Ela vai engravidar “misteriosamente”, é o que eu posso dizer; Dra. Chasseur, uma especialista em vida selvagem (#sqn) que vai investigar o que está causando as mortes; Enfim, é MUITA gente, o que me faz questionar: Pra quê personagens que não foram aproveitados? Alguém pode me explicar?
Que, se uma coisa é definida como contraste de outra, isso é o que é a vida é, a sombra da morte. Assim, o mistério da morte não pode ser uma coisa ruim, porque sem ela não existiria a vida. O pior era a vida, a vida que acontece como parte essencial daquilo que é bom como o bem.
Eu li o livro todo em pouco tempo, porém foi bem difícil. A leitura não é muito agradável, a narrativa é bem lenta e quase que incompreensível (sim, eu verifiquei se era somente eu que pensava desta forma, mas muita gente achou isso também), tive que reler o mesmo trecho várias vezes para poder compreender melhor.
Mas dá para perceber que o autor fez muitas pesquisas e embasou muito seu texto, para dar todo um conteúdo à sua mitologia, o que está de parabéns, mas em vários momentos do livros (principalmente nos últimos capítulos) você fica meio "WTF?" com tudo, não só são os personagens que sobram nesse livro, muita estória está sobrando aí também, viu?
Eu conheci Hemlock Grove através da série homônima da Netflix, que embora possuísse um ótimo elenco e um tom de mistério na medida certa, tem um “quê” enorme de tédio muito grande.
Meu comentário final para este livro vai ser: “Tanto eu gostei, como também odiei este livro. Não posso negar este fato”. 
Beijos a todos, até a próxima.
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] RESSURREIÇÃO

Autor: Jason Mott
Nº de Páginas: 336 
Editora: Verus
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)

Harold e Lucille Hargrave perderam o único filho, Jacob, morto tragicamente no dia em que completava oito anos, em 1966. Já na velhice, eles se acomodaram à vida sem o filho, a dor amenizada pela ação do tempo. Até que um dia Jacob reaparece misteriosamente na porta de casa, em carne e osso, a criança meiga e alegre que sempre fora, ainda com oito anos. O fenômeno é mundial — nos quatro cantos do globo, pessoas estão inexplicavelmente voltando do além para suas famílias. Vistos por alguns como coisa do diabo e por outros como um milagre, a realidade perturbadora é que o planeta, já sobrecarregado, agora precisa suportar um fluxo descomunal de seres que têm necessidades humanas: comida, água, abrigo, saneamento. Individualmente, muitos precisam decidir se estão dispostos a receber de volta os entes queridos que já não fazem mais parte de sua vida. Conforme o caos irrompe ao redor do mundo, a família Hargrave se vê no centro de uma comunidade prestes a ruir, forçada a encarar essa misteriosa nova realidade e um conflito de proporções épicas. Com sua prosa contida, elegante e intensa profundidade emocional, Jason Mott explora o melhor e o pior da natureza humana numa história inesquecível sobre amor, moral e fé.
Lucille e Harold Hargrave com certeza não são mais os mesmos que eram em 1966, isto era fato, mas parece que o filho deles, Jacob Hargrave, não se encaixava nessa regra. Ele estava lá, na porta de casa, como se estivesse preso àquele corpo de oito anos, como se não tivesse passado nenhum dia sequer após seu aniversário, o dia em que morreu. 
Sim, ele havia morrido em 1966 e agora estava vivo novamente, como isso poderia acontecer muitos anos depois de sua morte? Aliás, por que isto estava acontecendo? A ressurreição de Jacob pode parecer o mais estranho, porém não era só ali em Arcadia que esse fenômeno estava acontecendo, era algo mundial. 
Mas a memória não é assim mesmo? É só passar tempo bastante que ela se degasta e se encobre como uma pátina de omissões autocomplacentes.

página 38
Obviamente, tinham aquelas pessoas que ficaram super felizes (diziam que eles eram bençãos de Deus) ao reverem os entes queridos, mas ainda existem os que são contra os “ressurgidos”, o que piora muito a vida destes, principalmente após o estouro de manifestações e protestos violentos. 

Como deu para perceber, mundo está de cabeça pra baixo.
— Eles simplesmente não são pessoas — repetiu ela
— Bom, mas se não são pessoas, o que são? Vegetais? Minerais?
página 11
Vale ressaltar que os "ressurgidos" encontrados em Ressurreição não são nada parecidos com os comuns zumbis ou mortos-vivos encontrados em vários exemplos da cultura pop. Os ressurgidos não são zumbis — mortos-vivos, talvez —, porém, eles são exatamente (lembre-se: essa igualdade é física) iguais a como eram antes de morrerem. Eles não são os mesmo que morreram, é claro. Eles haviam morrido, mesmo que estas sombras lembrassem muito os falecidos.
— E não é porque alguém não entende bem o propósito e o significado de uma benção que ela se torna menor, não é?
página 77
Quando vemos um livro conter uma ótima história a ser desenvolvida, ficamos muitos desapontados quando ele não atinge nossas expectativas e... bem... Ressurreição não as atinge de jeito nenhum, embora as personagens sejam bem desenvolvidas e envolventes. 
Além de pecar quando não atinge nossas expectativas, ele traz uma estória muito parada, sem grandes acontecimentos e explicações da situação em geral... sim, quando acabamos a leitura do livro, não se fica um desapontamento com o desfecho devido ao fato  de ele satisfazer muito bem sua função inicial, que era, segundo o próprio autor, passar uma mensagem
Em uma visão mais ampla, Ressurreição é um livro que guarda literalmente uma mensagem em si, fala sobre lembranças, vida e morte e, embora eu tenha identificado algumas falhas, ainda o recomendo. 
O romance de estreia de Mott influenciou também a criação da série Ressurrection, que particularmente, nunca assisti. Foi publicado aqui pela Verus Editora com essa capa sensacional que traduz muito bem que está acontecendo ao mundo.

Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] A TERRA INTEIRA E O CÉU INFINITO

Autora: Ruth Ozeki
Nº de Páginas: 462
Editora: Casa da Palavra/LeYa
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
O que acontece quando um diário perdida encontra o leitor certo? Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.

Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos.
O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço.

Mesmo com medo de que o fantasma de um tal de Proust estivesse ainda agarrado ao miolo do “À la recherche du temps perdu”, onde uma artesã havia jogado fora os pensamentos dele, ela escreveu. Agora, no lugar onde ficavam seus pensamentos, Nao Yasutani escreveria os dela. 
No litoral canadense, Ruth Ozeki encontrava uma lancheira da Hello Kitty contendo um diário com as últimas palavras de uma garota, Nao Yasutani
Em um primeiro momento, Ruth se vê em um impasse: “Será que a dona do diário gostaria que Ruth se intrometesse na sua vida assim?”, mas de uma forma ou de outra, ela quer saber como aquelas palavras escritas em tinta roxa foram parar ali, praticamente no meio do nada. 

Mas já que são os meus últimos dias na Terra, também quero escrever alguma coisa relevante. Bom, talvez não relevante, porque não sei de nada relevante, mas algo que valha a pena. Quero deixar para trás algo verdadeiro.

página 28

Bem, a vida de Nao não é tão interessante assim. Ela sofre bullying todos os dias e tem um pai suicida. Nada na sua vida é interessante, a não ser Jiko, sua bisavó, ativista, monja e que vive a falar coisas incompreensíveis que sempre fazem sentido: “Em cima, embaixo, mesma coisa”. E é por causa de Jiko que Nao decide escrever o diário: ela teme que toda a sabedoria de sua bisavó se esvaia com sua morte, por isso ela decide escrevê-lo para alguém do futuro. 

Quando o de cima olha para cima, em cima está embaixo.
Quando o de baixo olha para baixo, embaixo está em cima.
Não-um, não-dois. Não são iguais. Não são diferentes.
página 46

A Terra Inteira e o Céu Infinito possui uma linha tênue que divide o presente (Ruth) e o passado (Nao), já que em grande parte dele, essas duas partes andam separadas, em que conseguimos distingui-las facilmente. No decorrer da narrativa a linha temporal (ou real-fictícia) passa de tênue para inexistente, em que o mundo real da Ruth influenciam diretamente o mundo da Nao e vice-versa. 
Em toda a narrativa, muitos assuntos são abordados, sejam eles bullying, questão ser-tempo, camicases, internet e principalmente suicídio, quer dizer... o livro todo gira em torno desse tema, o suicídio do tio-avô de Nao (Haruki nº 1) que era camicase, tentativas de suicídio do pai de Nao, pensamentos suicidas da própria Nao, e isso acaba fazendo o leitor analisar a situação e pensar sobre, na realidade pensar muuuuito sobre. Em dado momento do livro, fala-se que o suicídio é método para nos tornar mais real a sensação de estarmos vivos, confira o trecho completo: 

Hoje em dia, na cultura tecnológica moderna, às vezes ouvimos as pessoas reclamando que nada mais parece real. Tudo no mundo moderno é plástico ou digital ou virtual. Mas eu digo, a vida sempre foi assim! Assim é a vida! Até Platão discutiu que as coisas dessa vida são apenas sombras de formas. Então é isso o que quero dizer quando falo da sensação de mudança e irrealidade da vida. Talvez você queira me perguntar como é que o suicídio faz a vida parecer real? Bom, perfurando as ilusões . Perfurando os pixels e achando sangue. [...] Você consegue sentir a vida completamente ao tirá-la.

página 95

Acho que já devem ter percebido que a Ruth personagem do livro é a mesma Ruth que escreveu a estória. Pois é, A Terra Inteira e o Céu Infinito é um livro de autoficção, em que há traços autobiográficos em meio à sua trama fictícia, ou seja, a Ruth-que-escreveu também é, por exemplo, casada também com um Oliver, assim como no livro. 
Mas com o tempo que se leva para dizer agora, agora já está terminado. Já é antes. [...] Antes é o oposto de agora. Portanto, dizer agora destrói seu sentido, tornando-o exatamente o que não é. É como se a palavra estivesse cometendo suicídio ou algo desse gênero.
página 107

Não sei se foi essa verossimilhança ou se foi o fato de Ruth escrever perfeitamente bem que me fez acreditar que aquela história pudesse ser real, ela era tão... tangível... eu sofria e me preocupava junto com as personagens, me sentia próximo a eles. É para tanto que antes de eu escrever a resenha anotei no meu caderno: “Pesquisar se a história é verídica”, só por este fato dá para se notar o quão bem essa mulher escreve.
O exemplar foi disponibilizado pela editora LeYa, que, aliás, está de parabéns com o trabalho feito neste livro. Não localizei erros, o acabamento é um luxo com aqueles detalhes dourados e ainda tem a capa... EU AMO ESSA CAPA! Não sei se lembram, mas à algum tempo eu fiz um post em que devíamos escolher uma capa para este livro, todas as capas eram muito bonitas, mas fico feliz que esta tenha sido a escolhida (minha capa favorita \o/). 
Tenho receio que minha opinião venha afastar vocês do livro, pensando algo como: “Este livro vai me trazer pensamentos suicidas? Não o lerei” (o que não é nem um pouco a verdade), mas quem pensa assim estará cometendo um grande engano porque hoje, quando olho para A Terra Inteira e o Céu Infinito, penso: “E se não tivesse lido este livro, o que seria da minha vida?”. 
Por eu espero que você leia, já que...
Nada no mundo é concreto ou real, já que nada é permanente, e todas as coisas — inclusive árvores, animais, cascalho, montanhas, rios e até mesmo eu e você — estão apenas fluindo por enquanto.

página 115
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] BAZINGA!

Autor: Toni de La Torre
Nº de Páginas: 224
Editora: Lafonte
Classificação: cinco estrelas (mais como esse)
Garanto que todo e qualquer terráqueo assistiu ou pelo menos conhece a famosíssima série The Big Bang Theory, que desde seu lançamento vem se tornando um ícone já respeitado da cultura nerd. Por isso, se você não for um considerável nerd e não compreender as referências à filmes e séries Sci-Fi ou à conceitos básicos da astrofísica, além de achar que todas as piadas de TBBT sejam isentas de qualquer tipo de comédia, também não vai conseguir compreender muito bem a série não, por isso se você decidiu assistir a TBBT sem esses conhecimentos prévios, é mais plausível que você desista agora ou... vá ler “Bazinga!” do Toni de La Torre, publicado pela editora Lafonte
E você pensa: “Mas o livro acabará de vez com minhas dúvidas nerds?” 
Duvido muito, mas o livro é uma ótima opção para que o público vá mais a fundo no mundo de Sheldon, Leonard, Raj e Howard, além de trazer uma linguagem boa de compreender e muitas vezes cômicas, suas preocupações acerca do entendimento de vários aspectos da série vão ser mandados para o espaço depois dessa, mas, espera aí, você assiste a série e entende todas as referências nestas utilizadas? 
Se o lado de fora é tão bom, por que a humanidade passou milhares de anos tentando aperfeiçoar o lado de dentro?
página 198
Melhor ainda, porque além de tirar suas dúvidas, o livro fará você compreender o porquê de Sheldon Cooper ser o personagem ficcional mais perfeito e inteligente que já existiu na face da terra; o livro traz, com as devidas divisões, o modo como Sheldon compreende o amor, a família, a amizade e o mundo ao seu redor.
O ser humano Sheldon Cooper deveria ser um exemplo a ser seguido, já que este não comete erros e analisa todas as possibilidades possíveis antes mesmo de praticar qualquer ato. Ainda não entendo o porquê da humanidade ainda não ter percebido que devíamos nos espelhar em Sheldon para criar uma sociedade perfeita, ou melhor, criar uma Sheldonópolis onde tudo seria feito com muita sabedoria e inteligência. 
Leonard: Ninguém morreria se conhecêssemos novas pessoas.
Sheldon: Para seu registro, poderíamos morrer por conhecer novas pessoas. Elas poderiam ser assassinas ou portadoras de patógenos incomuns.
página 209
Por fim, é necessário que compreendamos o quão interessante é o livro Bazinga!, e, além do mais, foi bem estranho fazer uma resenha de um livro que não seja exatamente um ficção. Mas, de qualquer maneira, Bazinga! de Toni de La Torre fica com a bagatela de cinco estrelas! 
Escrito por Otávio Braga

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[RESENHA] A PECULIAR TRISTEZA GUARDADA NUM BOLO DE LIMÃO

Autora: Aimee Bender
Nº de Páginas: 304
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Rose Edelstein é era uma garotinha comum até o dia em que sua mãe decidiu preparar um bolo de limão, mas o que mudou tanto em sua vida após esse bolo de limão, que, aliás, deu o titulo ao livro?
Bem, Rose come uma fatia desse bolo e começa a sentir um gosto estranho... diferente... um gosto triste? Sim, inexplicavelmente Rose começou a sentir o gosto dos sentimentos que os alimentos possuíam, digo, o sentimento das pessoas que preparavam esses alimentos, e no fatídico dia do Bolo de Limão, sua mãe parecia triste, tal qual o bolo indicava. Mas porque isso acontece? O livro não conta.
Acredito que você — assim como eu — achou tanto o titulo como o enredo peculiar o bastante para surgir uma vontadezinha de ler esse livro.
Até porque essa estória da “garota que sente gosto das emoções” é um ótimo fundamento para uma estória de partir o coração e fazer você refletir sobre a vida com inúmeras metáforas sobre comidas e sentimentos, mas deixemos isso de lado porque esse livro não é essa coca cola toda.
Parecia acontecer repentinamente a revelação das coisas. Com o ar mais fresco e os jasmins em flor, algo novo. Foi de repente a minha descoberta da comida.
Eu gostei dos primeiros capítulos do livro, em que temos uma Rose inocente, que não sabe o porquê de ter esse “dom” e ainda está tentando entendê-lo melhor. Porém, isso se resume aos primeiros capítulos mesmo porque a autora vai nos mostrar uma Rose adolescente e uma Rose adulta do mesmo modo de quando era criança: não se conhece as razões e motivos para isto acontecer.
Além do mais, tem o acontecimento dos misteriosos desaparecimentos irmão ao longo de todo livro que contribui ao dar um ar todo nonsense à trama. Eu ainda não sei se o livro quis mostrar isso mesmo, ou estou sendo lento o bastante.
Mas não posso sair daqui sem pelo menos uma teoria que explique todo o paranauê que rola no livro, por isso lá vai ela: Rose é a caçula da família, irmã de um garoto prodígio que recebe a atenção de todos. Acho que ela cria esse dom para explicar que ela mesma está triste... e... não sei explicar.
Enfim, o livro pode ter uma estória que não vá a ponto algum, mas mesmo assim o livro é muito bem escrito e por isso dou a este peculiar livro, três estrelas.
Uma resenha nonsense... ok!
Escrito por Otávio Braga
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[SÉRIEously?!] PRIMEIRAS IMPRESSÕES DA SEGUNDA TEMPORADA DE BATES MOTEL

Duas considerações antes de iniciar o post propriamente dito: (1) quando eu escrevi esse post eu realmente estava no começo da série, porque a temporada já está prestes a acabar; e (2) eu não achei essas "primeiras impressões" com cara de "primeiras impressões". 
Agora, podemos retornar.
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Alfred Hitchcok deu vida ao "tenso" romance de Robert Bloch, Psicose, e aliás, quem, em momentos de pura tensão, não se lembra daquela música que agora traduz quase que puramente todo o sentimento de suspense que existe?
Pois é, Psicose (tanto o livro como o filme) agora é sinônimo de suspense, mas em todos os momentos em que você via Norman Bates "agir", você nunca se perguntou qual era o verdadeiro problema dele? (além, é claro, da superproteção da mãe).
E foi por esse mesmo motivo, para responder às perguntas implícitas geradas, que Bates Motel foi criado. Os criadores da série acharam legal dar uma razão aos fatos ocorridos no livro ou no filme e, posso adiantar para vocês, foi uma ótima ideia.
A série contém rostos bem conhecidos pelos telespectadores, como por exemplo o de Vera Farmiga (A Orfã, Invocação do Mal e, além do mais, ela é irmã da Taissa Farmiga que faz American Horror Story) e Freddie Highmore (As Crônicas de Spiderwick, Arthur e os Minimoys e A Fantástica Fabrica de Chocolate).
Não sei qual é a fama de Bates Motel para os críticos do mundo, mas ela se tornou uma das minhas séries preferidas e ainda acho muito interessante o fato de os autores transportarem toda série para o nosso presente e ainda conseguirem unir a narrativa original dos Bates à personagens criados para a série de um modo perfeito.
Mas, como o próprio nome do post já acusa, vim aqui dar minhas “primeiras” impressões sobre a segunda temporada da série.
Vou começar polemizando: Essa temporada é muito melhor que a primeira.
Eu vi muitas pessoas dizendo que esta temporada estava meio parada, porém utilizo como argumento de defesa o fato de Norman estar se parecendo cada vez mais com o Norman descrito por Bloch e isso, para mim, já vale muito.
A segunda temporada se inicia após o “acidente” trágico que ocorre no final da primeira temporada: o Bates Motel parece finalmente estar fazendo sucesso, mas, para a tristeza de Norma Bates, estão começado a construir o desvio, o que significa que vão “tirar o motel dos mapas”.
Bradley, nessa temporada, é mandada para um clínica psiquiátrica.
Emma tem um novo pretendente.
Norman tem uma nova pretendente...
Enfim, a série está muito boa; quando vou acabando um episódio já vou querendo começar outro no momento seguinte e a única coisa que eu posso fazer agora é recomendá-la, aproveitando o fato de a série estar sendo transmitida na rede Record.
Bem pessoal, por hoje é só, mas se quiserem me indicar uma série, podem deixar um comentário aqui embaixo, ou se quiserem comentar sobre essa série mesmo, sintam-se à vontade.
Até mais!
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Eu sei, ficou meio vago esta postagem, acho que não sei escrever sobre as primeiras impressões de uma série, mas enfim, estamos aí tentando.
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] TODOS OS MEUS AMIGOS SÃO SUPER-HERÓIS

Autor: Andrew Kaufman
Nº de Páginas: 176
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Existem aproximadamente 249 super-heróis na cidade de Toronto. Tom não é um super-herói, mas conhece vários: O Anfíbio, A Pilha de Nervos, A Bronca, O Homem Impossível, O Minigigante, Daquiapouco, A Doma-Rapaz, dentre outros. Tom casou-se com uma super-heroína, A Perfeccionista, cujo poder é tornar tudo perfeito. No dia do casamento, Hipno, supervilão e ex-namorado de Perfeccionista, hipnotizou-a: Tom ficou invisível, mas somente aos olhos dela. Depois de dois meses sem notar o marido, a Perfeccionista está prestes a pegar um avião para recomeçar a vida em Vancouver.

É a partir de uma bela história de amor que Todos os Meus Amigos São Super-Heróis constrói um universo onde amizade, romance, profissões e cotidianos muito parecidos com os nossos ganham uma fina pátina de superpoder - ou mostra que superpoderes são apenas uma questão de ponto de vista. Tom está desesperado para que sua amada Perfeccionista volte a enxergá-lo e amá-lo. Como resolver isto sendo o único ser humano sem poderes nessa história?
Se você tivesse um super-poder, você acha que seria capaz de ser um super-herói? Sim, tipo Super-homem ou Batman, você teria essa capacidade? Na realidade, não dou a mínima para sua resposta, mas se você respondeu um “sim” à pergunta anterior irá ter que se preocupar com o pré-requisito básico de um super herói: resumir toda sua personalidade em termos básicos. Pois é, se eu fosse você responderia um não.
Enfim, Tom mora em Toronto e, assim como eu, é uma pessoa normal. O problema é que em Toronto há mais de 249 super heróis: tem O Anfíbio, A Pilha de Nervos, O Bronca, Hipno... e A Perfeccionista. Ah, A Perfeccionista, como Tom, o Normal, não se apaixonaria por um ser tão... perfeito? Seu sorriso é perfeito, seu cabelo bagunçado é perfeito... Como um ser tão perfeito pode se apaixonar pelo simples e normal Tom? Sim, ela se apaixonou por Tom, mesmo depois de ter uma relação hipnótica com Hipno, e é aí que começa a verdadeira história.
No dia do casamento de Tom e A Perfeccionista, Tom se torna invisível, o que poderia ter sido algo “perfeito”, porém ele desapareceu somente para A Perfeccionista... mesmo que ele a acompanhe por onde quer que ela vá, ou se seus amigos falarem que ele está lá ao lado dela, ela não o verá.
Se a música é invisível, será que ser invisível é tão ruim assim?
E ela já cansou de esperar, cansou de tudo e comprou uma passagem só de ida para Vancouver, mas será que até lá ela poderá ver ele novamente?
Mentiria para você se dissesse que esse livro foi uma das melhores leituras da minha vida, mas tenho que dar os parabéns ao autor por construir uma narrativa tão intensa e de um sentimentalismo tocante.
Ok, tem uma coisa que você sabe fazer, uma coisa que você faz diferente de qualquer outra pessoa neste planeta. Isso o torna especial, mas ser especial na verdade não significa nada.
O alicerce utilizado para “sustentar” a obra foram os flashbacks, que estavam presentes em quase todos os momentos do livro, mostrando fatos importantes na construção das personagens. 
Todos os Meus Amigos São Super-heróis é um livro totalmente tocante e metafórico, ou seja, eu traduzi todos os “poderes” citados no livro como um reflexo da personalidade real daquelas pessoas, o que significaria que a ausência de poderes de Tom ou se referia a uma falta de personalidade deste, uma indecisão ou que Tom é um indivíduo de personalidade rasa que só vive para outra pessoa, o que me leva a acreditar na teoria de que essa pessoa para quem ele vive é A Perfeccionista, mas ela não entende (ou não quer entender) o porquê disso (por isso a invisibilidade), compreende?
Botando de lado todas as minhas teorias conspiratórias e malucas, temos um livro – repito - sentimental, tocante, metafórico e que me fez lembrar de vários outros livros bem breves, mas tão intensos que são de partir o coração.
O livro do Andrew Kaufman foi publicado pela LeYa, que nos disponibilizou para a realização desta resenha. Então até a próxima, pessoal!
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] OS ADORÁVEIS

Autora: Sarra Manning
Nº de Páginas: 384 
Editora: Novo Conceito
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.
Jeane Smith é uma super blogueira, dona do Adorkable e é conhecida em toda a extensão mundial da blogosfera.
Mas na vida real ela não passa de uma garota que se veste terrivelmente mal, é supersarcástica, além de ser uma completa anti-social, ou seja, de adorável ela não tem nada.
Do outro lado, temos Michael Lee que é o comum adolescente sinônimo de beleza, pegação e mesmo que seja inteligente, se mostra uma pessoa rasa.
Mas qual a relação destes dois personagens para a construção do livro?
Sabemos que de comum eles não têm nada (a não ser o fato de o namorado de um ter se apaixonado pela namorada do outro), e também já percebemos que vai ter o típico clichê nas história sobre adolescentes e os dois, mesmo sem afinidades nenhuma, vão construir uma relação, mas qual é o diferencial deste livro?
O livro, em resumo, fala só sobre o relacionamento dos dois, assim como as inúmeras desavenças geradas a partir das diferenças que possuem.
Embora a narrativa seja considerável um clichê, me diverti muito lendo Os Adoráveis, um dos motivos que fez com que eu gostasse do livro foi que além de ser um livro leve, agradável, divertido e prazeroso, traz personagens muito bem construídos. Destaque tremendo para Jeane, porque ela foi minha personagem favorita em todo o livro, o estilo hipster/excêntrico dela conquistou meu coração e ainda nos dá lições de vida sobre tudo o que fez com que eu me sentisse um verdadeiro confidente dela (e isso tudo se deve ao fato da autora ter feito os capítulos em primeira pessoa, sendo que um era narrado pela Jeane e o outro era narrado pelo Michael) e também temos o Michael, que é… Ok.
O único fator realmente decepcionante na estória de Os Adoráveis foi que teve momentos em que achei as brigas deles muito rasas e nonsense, estas que envolviam fatores muitas vezes triviais (Pelo menos eu achei, não vi muito sentido naquela coisa toda não).
Os Adoráveis foi escrito pela britânica Sarra Manning (Orphan Black feelings T.T) com  o nome de Adorkable. No Brasil, o livro foi publicado pela Novo Conceito, que fez um trabalho muito bom e vários aspectos do livro, exceto na decepcionante capa que este possui (honestidade sempre, até porque a capa estrangeira não melhora muita coisa não). 
O livro é uma boa escolha para relaxar e se divertir, faz nos pensar em questões como “Amizade Virtual e Real”, transformações que sofremos  (muitas vezes para aquilo que não queremos, só para agradar a sociedade), e ainda chega a levantar questões de cunho familiar... e é por isso tudo que recomendo ele para vocês.
[Fotos nada criativas, eu sei]
Escrito por Otávio Braga
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[SÉRIEously?!] TEEN WOLF | 1ª TEMPORADA


Sim, eu demorei muito tempo para assistir ao último e derradeiro episódio de Teen Wolf, primeiro porque eu ainda estava muito abalado com os acontecimentos do capítulo anterior e, segundo, meu notebook insiste em não querer reconhecer a rede sem-fio daqui de casa. Entretanto e felizmente, consegui assistir, o que prova que seres humanos venceram as máquinas mais uma vez e que eu já estou pronto para escrever um sequência de posts só sobre Teen Wolf.
Aqui eu falarei um pouco sobre as temporadas, sobre o fim da terceira temporada, sobre o elenco e espero que não fique uma coisa meio chata. Mas antes de tudo isso, vamos às apresentações: Teen Wolf é uma série produzida pela MTV e criada pelo Jeff Davis no ano de 2011. A série conta a história de Scott McCall (Tyler Posey), que é um típico adolescente “meio-nerd” que é mordido por um lobisomem e passa a ser um lobisomem (preferi não entrar em detalhes). Os outros personagens, eu irei apresentando no decorrer dos posts, então fiquem calmos.

A temporada se inicia quando Scott e seu melhor amigo, Stiles Stilinski (Dylan O'Brien) decidem procurar um cadáver desaparecido na floresta (na verdade, quem tem essa ideia é o Stiles), mas essa caçada vai por água abaixo quando o Xerife Stilinski (sim, ele é o pai de Stiles) encontra seu filho na floresta (Scott se esconde atrás das árvores). Bem, até aí tudo bem, mas Scott percebe que havia perdido sua bombinha para asma (é assim o nome?) e resolve voltar. Você deve estar pensando: “Oh (sarcasticamente), ele perdeu uma bombinha, ai que emoção (expressão facial mais sarcástica ainda)” e ainda estar se perguntando: “Porque ele não deixa de tentar ler os nossos pensamentos e ir logo para a ação da estória toda?” Ou se você for uma pessoa bem diferente: “Ele encontrou a bombinha?”; Não, ele não encontrou a bombinha, mas achou o cadáver desaparecido e ainda ganha de brinde uma mordida filézinha de um ser desconhecido (por isso achei que a pobre bombinha fosse digna de honra).
No outro dia, ele acorda todo "Peter Parker após ser mordido pela aranha radiotiva-muito-doida", porque além de estar com seus sentidos aguçados, sua asma parece ter miraculosamente se curado e ainda aprende, sem mais nem menos, a jogar Lacrosse.
E aí que temos o segundo fato digno de nota sobre a primeira temporada de Teen Wolf: Scott conhece sua alma gêmea! O nome dela é Allison Argent (Crystal Reed), tem cabelos morenos, olhos castanhos e… Perdeu uma caneta (sim, meu caro leitor, nosso jovem Scott utilizou de sua audição, agora aguçada, e escutou que a pobre Allison havia perdido uma caneta e, assim que esta veio a adentrar a sala de aula, ele deu o bote). Foi quase que amor à primeira vista, e aí as coisas começam a esquentar, porém Scott está com medo de perder seu controle canino e vir a causar uma fatalidade e afins…
Mas aí aparece o Derek Hale (Tyler Hoechlin) que também é um lobisomem bem mais tradicionalista, bem coisa de família, mas sua família foi toda queimada viva, e só restou ele e um tio Peter em estado vegetativo. Logo, ele, desde o começo, aparenta ser bem misterioso e bem suspeito, mas, acreditem, ele é um cara do bem.
“Foi o Derek que transformou o Scott em lobisomem?”

E a resposta para sua pergunta é… ~rufem os tambores~NÃO. E é esses “NÃO” que vai gerar a grande incógnita da temporada, que é: Quem transformou o Scott em lobinho? 

E a resposta são cenas para os próximos episódios.
Não citei, mas tem dois personagens que são bem importantes nas temporadas posteriores, mas não se encaixariam muito nesse meu texto, que são eles: Lydia (Holland Hoden), típica patricinha/adolescente/“popularzinha”/pegadora, que namora o capitão do time de Lacrosse (bem clichê mesmo), Stiles nutre um amor platônico por ela e ela esconde sua inteligência do namorado para não parecer nerd ou estranha; e temos o Jackson (Colton Haynes) que namora Lydia, é o ser mais arrogante, egoísta e odiável do mundo (nada contra).
Agora vocês já entenderam quase que mais ou menos a primeira temporada que eu sei, então espero que assista porque a primeira temporada tem “uma coisa” que vai te dar muita saudade quando chegar nas temporadas seguintes. É uma série teen, logo eles colocam muitas tiradas engraçadas (principalmente vindas do Stiles) que servem para diminuir a tensão dos episódios, e acho que é por esse motivo que sentimos falta da primeira, porque na temporada de agora tem uma carga dramática muito grande e até o ar da série ficou muito mais sombrio.
Então é isso pessoal, espero que aproveitem muito Teen Wolf e até a próxima semana quando falarei sobre a segunda temporada!!!
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] O CAVALEIRO DOS SETE REINOS

Autor: George R. R. Martin
Nº de Páginas: 416 (253, no Kobo)
Editora: LeYa
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)

Duzentos anos após a Conquista, a dinastia Targaryen vive seu auge. Os Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos anos do reinado do Bom Rei Daeron. É neste cenário que Dunk, um menino pobre da Baixada das Pulgas , tem uma chance única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar escudeiro de um cavaleiro andante. Quando adulto, o cavaleiro morre e Dunk decide tomar seu lugar e fazer fama no torneio de Campina de Vaufreixo. É quando conhece Egg, um menino de dez anos, cabeça totalmente raspada, que é muito mais do que aparenta ser. Dunk aceita Egg como seu escudeiro e, juntos, viajam por Westeros em busca de trabalho e aventuras. Uma grande amizade nasce entre eles – uma amizade pela vida toda, mesmo quando, anos mais tarde, os dois personagens assumem papéis centrais na estrutura de poder dos Sete Reinos. As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de Westeros, de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos depois, na guerra dos tronos.

Uma das primeiras coisas que pensamos ao descobrir que este livro foi escrito pelo aclamado George R. R. Martin, é: “ESTE LIVRO É MUITO ‘FINO’!”, bem, seus pensamentos podem mudar quando eu disser que este é uma antologia de contos. “Ah, contos são pequenos, por isso o livro é menor que outros do Martin”. Só que O Cavaleiro dos Sete Reinos contém apenas TRÊS contos, ou seja, cada conto tem mais de oitenta páginas! É, esses contos são bem grandinhos...
Sem mais delongas, temos em O Cavaleiro dos Sete Reinos contos baseados na mitologia encontrada na série As Crônicas de Gelo e Fogo, só que as histórias narradas nos contos ocorreram noventa anos antes da história d'A Guerra dos Tronos se iniciar, logo, seria um tipo de prequel.
Na cabeça de pessoas que não sabem nada de Game of Thrones, deve surgir esse questionamento: “Se eu não sei de nada, para quê vou ler?”. Sim, eu sei que isso veio a sua mente porque também veio a minha, e vou logo dizendo: O Cavaleiro dos Sete Reinos é ótimo para pessoas que, assim como eu, tem (ou tinha, no meu caso) dúvidas de iniciar a leitura da rechonchuda série de Martin. O livro é mais sucinto, apresenta meio que uma introdução àquela mitologia e nos apresenta ao modo de escrita do autor, que é ótima por sinal. Outra coisa bem interessante foi que no prefácio escrito pelo autor tem um “resumo” bem legal de toda a mitologia dos Sete Reinos, por isso nem venha me dizer que não leu porque não tinha lido GoT.
Os contos de O Cavaleiro dos Sete Reinos fazem referência única e exclusiva a dois personagens, Dunk e Egg, e isso infere que todos os três contos tem esses dois personagens como protagonistas.
Dunk cresceu na Baixada das Pulgas, não conheceu a sua mãe, muito menos o pai. Não sabe nem se o seu nome é Dunk ou Duncan, nem sua idade. A única coisa que sabe é que sua estatura gigante não é nada normal. Nas ruas, sua vida já estaria perdida se não fosse pelob sor Arlan, de Centarbor, que o tira das ruas e torna Dunk seu fiel escudeiro e o ensina todas as “mutretas” para torná-lo um Cavaleiro exemplar.
Egg é um garoto careca que “topou” com Dunk em uma estalagem que fica a caminho de Vaufreixo, desde então, passou a ser seu escudeiro. Porém, Egg guarda um segredo.

O Cavaleiro Andante

O conto se inicia com Dunk enterrando seu mestre, Arlan, e logo ele decide ir atrás de torneios para exercer a “profissão” de Cavaleiro Andante. No caminho de Vaufreixo, ele decide parar numa estalagem onde encontra um estranho garoto careca (e seu futuro escudeiro), Egg, e um nobre bêbado e estranho que diz ter sonhado com Dunk.
Passando da estalagem e chegando a colina do Vaufreixo, ele decide entrar nas justas que estão acontecendo. Então o garoto Egg aparece e se torna seu fiel escudeiro (como falei ali em cima). E daí Dunk (ou sor Duncan, o Alto) se envolve em uma confusão que envolve um nobre malvado e uma títere, Tanselle. A partir desse ponto, acontece a verdadeira história do conto, que tem relação ao modo que Dunk será julgado. 
E fim do primeiro conto.

A Espada Juramentada 

[Nesse segundo conto, assim como no último, irão aparecer referência s a uma guerra que havia acontecido entre o “Dragão Vermelho” e o “Dragão Negro”. Não entrarei em detalhes políticos, mas esse acontecimento é importante para esses dois contos.]
Em A Espada Juramentada, Dunk serve ao sor Eustace, um velho que havia perdido seus três filhos há algum tempo e agora conta com um misterioso caso do desaparecimento repentino de toda água do rio. 
Enfim, Dunk e o desprezível Bennis descobrem que, na verdade, a vizinha de terras, a Viúva Vermelha, havia construído uma barragem do seu lado do rio, por isso a água havia sumido.
E a história se completa assim: Bennis cria uma cicatriz no rosto de um dos mandados da Viúva Vermelha, Dunk vai até ela interceder por sor Eustace, Ele descobre que, apesar da fama de assassina de maridos, a Viúva Vermelha é, na verdade, uma jovem. E tudo acaba bem no final.

O Cavaleiro Misterioso

Esse foi o meu favorito, porque envolve conspirações, tentativa de assassinato e muitas coisas mais. Por isso eu vou dar um resumo bem simples e básico: no caminho para A Muralha, Dunk e Egg resolvem participar do torneio que está acontecendo em comemoração ao casamento do Senhor de Alvasparedes... E pronto, acaba aí, não falo mais nada...



No geral, O Cavaleiro dos Sete Reinos é MUITO BOM. A narração é boa demais de se ler e as construções de mitologia, espaços e personagens são bem interessantes. Como por exemplo, o fato de Dunk ser o protagonista não faz com que ele seja o herói invencível da história toda. Na maioria das vezes, quem está no chão é ele, mas isso não o faz um pior cavaleiro, pois ele é um exemplo de bom cavaleiro. E isso é legal por demais!
Aqui, o livro foi publicado pela LeYa que também nos disponibilizou o exemplar para esta resenha. E só tenho uma coisa a dizer: a edição brasileira com a arte de capa feita por Simonetti ficou uma belezura só, dá prazer só em olhar para ela.
Ah, quase ia finalizando minha resenha sem dizer o único ponto negativo do livro: OS NOMES! Repararam que tinha momentos aqui que eu não coloquei o nome do personagem? Por isso. Os nomes lembram muito uns aos outros e, além do mais, tem algumas pessoas com o mesmo nome. Isso deu um pouco de enrolada na minha cabeça, mas no final acabou tudo bem.
E uma última coisa, para podermos ir para casa: Parece-me que este é o primeiro de uma coleção de livros de contos com a mitologia de GoT, e que foi escrito muito tempo atrás (antes mesmo de GoT) por isso, se essa informação for verídica, fico aguardando ansioso pelos próximos volumes.
Então gente, espero que tenham gostado e até a próxima!
[QUE RESENHA GRANDE!!!]
Escrito por Otávio Braga
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