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[RESENHA] PARIS APAIXONADA

No ano de 2009 ao se deparar com um câncer, Eloisa James pseudônimo de MarryBly resolve abster-se de sua vida americana comum e se lançar em uma aventura, tirar um ano sabático no emprego como professora universitária de literatura shakespeariana e mudar-se para Paris com a família. Alessandro seu marido, que se demonstra compreensível, Luca e Anna seus filhos que conferem boa parte do humor presente na obra
O livro trata das memórias de um feliz ano vivenciado pela autora, Eloisa James,  em Paris, onde na verdade ela fez o que muitos de nós gostaríamos: deu uma pausa no que conhecia e foi atrás de novas descobertas, do desconhecido. Em busca de diferentes possibilidades e diante de uma nova cultura, ela acaba descobrindo muito sobre si mesma. Infelizmente, o que a leva a Paris é descobrir que assim como sua mãe, ela também tinha câncer. 
Se, por um lado, observar estupefata um acidente de carro faz com que a gente se sinta envergonhada, esmiuçar um livro de memórias sobre esclerose múltipla, por exemplo, dá a sensação de virtude – como se, ao ler sobre tragédias de outras pessoas, você estivesse adquirindo conhecimento sobre seu possível futuro.
página 13 

Preciso confessar que me emocionei com a vontade de viver da autora. Muitos se abateriam com a doença enfrentada, porém ela só demonstra mais vivacidade e pressa de ser feliz. Podemos perceber que seus problemas são comuns e nos identificamos muitas vezes com os conflitos de sua família, o que nos faz continuar com a leitura. 
A autora comenta bastante sobre comidas e fornece algumas receitas caseiras. Descreve também restaurantes que conheceu com a família. Recomendo esta obra principalmente a quem deseja conhecer sobre Paris, pretende visitar ou se mudar, pois até mesmo um guia é fornecido, ao final do livro. 
Eu nunca aprendi como viver o momento, mas aprendi que momentos podem ser desperdiçados e o mundo continuará a girar em seu eixo.
página 20
A capa do livro é atraente e inspiradora, mas por outro lado, a história que parece ser formulada por pequenas anotações ao longo do dia, que não contém parágrafos, diálogos e continuações, acaba dificultando para que a leitura flua e por esse motivo, a obra é difícil de conquistar.
Resenha por Laíze Campelo 
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[RESENHA] LEVEL 2

Autora: Lenore Appelhans
Nº de Páginas: 336 
Editora: LeYa 

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Desde sua morte prematura, Felicia Ward está presa no Level 2, uma espécie de limbo localizado entre a Terra e o Céu. Junto com seus companheiros, a garota passa horas intermináveis plugada em uma espécie de câmara, revivendo lembranças de seu tempo na Terra e lamentando o que perdeu: família, amigos e Neil, o garoto que amava. Até que uma menina é encontrada morta em uma câmara vizinha e somente Felicia lembra de sua existência.
Ao mesmo tempo, Julian, um cara perigosamente encantador que ela conheceu em vida, aparece para oferecer uma saída. É quando Felicia descobre a verdade: juntando-se à rebelião para derrubar os Morati, anjos guardiões do Level 2, ela poderá estar com Neil novamente. Suspensa entre o Céu e a Terra, Felicia se encontra no centro de uma luta secular entre o bem e o mal.
As lembranças de sua vida voltam para assombrá-la e, com os Morati a caçá-la, a garota vai descobrir que não é apenas a sua própria redenção que está em jogo... Mas a salvação de toda a humanidade.
Nesta obra, nos é apresentada uma nova visão da morte, onde para chegar até o céu ou o inferno, precisamos seguir por diferentes níveis: o level 1 é a Terra, onde vivemos; o level 2 é para onde vamos quando morremos, enquanto o level 3 só pode ser alcançado através de uma espécie de aceitação da própria morte.
No level 2, as pessoas se alimentam de memórias, e podem escolher compartilhar ou não suas próprias, como se estivessem em uma rede social. É neste nível que Felicia (a protagonista) está quando Julian, o ex-namorado de sua melhor amiga em vida, aparece misteriosamente para recrutá-la para uma rebelião que está prestes a acontecer.
Adorei o fato de Felicia não ser exatamente a protagonista perfeita: ela tem seus defeitos e indagações, questionando sempre que necessário. A leitura foi bem interessante, quase como se eu estivesse vendada e Lenore fosse dando “pistas” sobre a história através das memórias de Felicia, mostrando toda sua relação conturbada com a família e os amigos.
De todo o enredo, o que menos me interessou foi a rebelião, haha. Acho que por ter sido explicada tão brevemente, me fez acabar focando mais no núcleo amoroso do livro. Os protagonistas não foram tão explorados, mas quanto mais “pistas” eu tinha do Neil, mais eu queria tê-lo por causa do seu jeito fofo e romântico. O Julian também não fica muito atrás: todas as memórias que o envolvem são emocionantes e cheias de ação, o que contribui bastante pra este ser um triângulo amoroso bem dramático.
Fiquei muito empolgada ao descobrir que o livro faz parte de uma série (The Memory Chronicles), porque eu sinceramente quero saber o que acontece depois daquele final!
Então foi isso, pessoas! Até a próxima resenha ;D
Escrito por Amanda Braga 
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[NOVIDADES] LANÇAMENTOS DE SETEMBRO DA LEYA E CASA DA PALAVRA!

E vamos conferir alguns dos lançamentos das editoras "LeYa"e "Casa da Palavra"para esse lindo mês de setembro?
Amor e Memória — Ayelet Waldman
Jack, um inteligente nova-iorquino judeu, é o oficial encarregado de guardar o trem, uma responsabilidade que fica ainda mais complicada quando conhece Ilona, uma bela húngara que perdeu tudo em meio às devastações do Holocausto. Setenta anos depois, Natalie recebe de Jack, seu avô, um lindo colar com o desenho de um pavão com penas de pedras preciosas, que fora achado no trem. Dentro do medalhão, está a fotografia de uma mulher desconhecida. Encarregada de devolver a joia à mulher da foto, Natalie deve mergulhar num submundo sombrio de negociantes de arte para descobrir a história por trás do medalhão. Mas se surpreende ao aprender sobre a vida fascinante de uma mulher feminista que lutou pelo direito de voto no final do século XIX em Budapeste.
Detetives do Sobrenatural — Braulio Tavares
Os detetives do sobrenatural não se interessam por assassinatos ou roubos praticados por criminosos comuns. Eles investigam as manifestações do mundo sobrenatural dentro do nosso: casas mal-assombradas, fantasmas, poltergeists, desaparecimentos inexplicáveis, aparições de criaturas fantásticas. Suas armas principais são, como no caso de outros detetives, a observação, a dedução, o interrogatório dos suspeitos e das testemunhas; mas o seu objetivo é determinar se existem forças ocultas em ação.
Com ilustrações de Romero Cavalcanti, esta antologia reúne contos de alguns dos principais autores que se aventuraram na investigação do fantástico. De Arthur Machen (1895) a Neil Gaiman (2003), eles mostram que, mesmo no sobrenatural, tudo acontece de acordo com um plano – e dão aos seus detetives a difícil tarefa de desvendá-lo.
 Horizonte —  Alyson Noël (The Soul Seekers #4)
O destino os uniu – e os separou. Agora Daire e Dace enfrentam a batalha que selará seus destinos. Não pode perca o último volume da série “The soul seekers” O que você sacrificaria por amor? E para cumprir seu dever? Esse é o dilema que Daire Santos precisa enfrentar. Para provar ser digna de sua herança ancestral e honrar a linhagem de Buscadores que a precede, ela será obrigada a abrir mão da vida ao lado de seu amado Dace? Em Horizonte, último volume da série Soul Seekers, Daire e Dace se preparam para enfrentar os Richter de uma vez por todas mas, para isso, precisam descobrir o que o futuro reserva para eles. São realmente predestinados a ficarem juntos? Ou outro destino muito mais sombrio os aguarda? Nesta empreitada, Daire não pode mais contar com a preciosa orientação de sua avó, Paloma. Mas ela e Dace terão a ajuda de seus amigos, Xotichl, Auden, Lita e Axel, e dos anciãos Pé Esquerdo, Cree, Chay e Chepi.
Willow — Julia Hoban 
Sete meses atrás, em uma noite chuvosa de março, os pais de Willow acabaram bebendo muito durante o jantar e pediram a ela que guiasse o carro até em casa. Por uma fatalidade, Willow perdeu o controle do veículo e seus pais morreram no acidente. Consumida pela culpa, Willow deixa para trás sua casa, amigos e escola e, enquanto tenta retomar a relação de afeto e companheirismo com o irmão mais velho, secretamente bloqueia a dor da perda cortando a si mesma. Mas quando Willow encontra Guy, um rapaz tão sensível e complexo quanto ela, mudanças intensas começam a acontecer, virando seu mundo de cabeça para baixo. Contado de modo cativante e doce, Willow é um romance inesquecível sobre a luta de uma jovem para lidar com a tragédia familiar e com o medo de se deixar viver uma linda história de amor e cumplicidade.
Os que mais me interessaram foram Detetives do Sobrenatural e Willow, e vocês? O que acharam destes lançamentos?
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[RESENHA] HEMLOCK GROVE

Autor: Brian Mcgreevy
Nº de Páginas: 340 
Editora: LeYa
Classificação: duas estrelas (mais como esse)

Quando Brooke Bluebell, uma jovem de 17 anos, é brutalmente assassinada na antiga siderúrgica de Godfrey numa noite de lua cheia, as suspeitas rapidamente recaem sobre Peter Rumancek, o jovem cigano que muitos acreditam ser um lobisomem, e Roman Godfrey, o esnobe milionário herdeiro da fábrica onde o corpo de Brooke foi encontrado. Injustiçados, Peter e Roman resolvem unir forças para descobrir o verdadeiro assassino e provar que são inocentes. A caçada começa quando outras mortes passam a ocorrer – também em noites de lua cheia - e os jovens começam a desconfiar que estão mais envolvidos com o caso do que poderiam imaginar...
Hemlock Grove” começa com a trágica morte de Brooke Blueball, que havia sido estraçalhado por algum tipo de animal, e com a chegada de Peter Rumaneck à cidade (que após confessar à Christina Wendall que era um lobisomem, torna-se suspeito número um não só do assassinato da Brooke, como de todos os outros que viriam a seguir).
É engraçado como você pode olhar para uma coisa mil vezes sem realmente vê-la
Toda a história do livro gira em torno de tentar descobrir o que, ou melhor, quem estaria cometendo estes assassinatos (SPOILER: não, não é o Peter), mas entre o primeiro assassinato e a descoberta, acontece muita coisa mesmo, algumas que permanecem confusas em minha cabeça.
Vamos por partes.
Após a chegada de Peter (e sua mãe Lynda) à cidade, a primeira pessoa que este tem contato é a supracitada Christina, uma garota super-curiosa que almeja ser uma grande escritora um dia e sai espalhando na cidade inteira que Peter era o assassino.
— As pessoas veem o que veem — disse ela.— Veem alguém como Peter, e ele é como uma página em branco que as pessoas podem colocar aquilo do que têm medo. Você sabe como as pessoas são.
Quem vem se tornar o primeiro “amigo” de Peter é o hipnotizante Roman Godfrey, que é filho de Olivia Godfrey e são da família mais influente de toda Hemlock Grove, onde possuem um instituto de pesquisas biomédicas (a majestosa “Torre Branca”) que trabalham com experiências a la Frankenstein. É o Roman que ajudará Peter a encontrar o verdadeiro assassino. Ah, quase ia me esquecendo, o Roman é um upir que seria uma espécie de vampiro que é meio dragão e tem a capacidade de hipnotizar as pessoas.
Nesse meio-tempo aparecem também: Shelley Godfrey, a misteriosa irmã de Roman (vai levar um tempo até que você entenda por completo o que É ela); Letha Godfrey, prima de Roman. Ela vai engravidar “misteriosamente”, é o que eu posso dizer; Dra. Chasseur, uma especialista em vida selvagem (#sqn) que vai investigar o que está causando as mortes; Enfim, é MUITA gente, o que me faz questionar: Pra quê personagens que não foram aproveitados? Alguém pode me explicar?
Que, se uma coisa é definida como contraste de outra, isso é o que é a vida é, a sombra da morte. Assim, o mistério da morte não pode ser uma coisa ruim, porque sem ela não existiria a vida. O pior era a vida, a vida que acontece como parte essencial daquilo que é bom como o bem.
Eu li o livro todo em pouco tempo, porém foi bem difícil. A leitura não é muito agradável, a narrativa é bem lenta e quase que incompreensível (sim, eu verifiquei se era somente eu que pensava desta forma, mas muita gente achou isso também), tive que reler o mesmo trecho várias vezes para poder compreender melhor.
Mas dá para perceber que o autor fez muitas pesquisas e embasou muito seu texto, para dar todo um conteúdo à sua mitologia, o que está de parabéns, mas em vários momentos do livros (principalmente nos últimos capítulos) você fica meio "WTF?" com tudo, não só são os personagens que sobram nesse livro, muita estória está sobrando aí também, viu?
Eu conheci Hemlock Grove através da série homônima da Netflix, que embora possuísse um ótimo elenco e um tom de mistério na medida certa, tem um “quê” enorme de tédio muito grande.
Meu comentário final para este livro vai ser: “Tanto eu gostei, como também odiei este livro. Não posso negar este fato”. 
Beijos a todos, até a próxima.
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] A TERRA INTEIRA E O CÉU INFINITO

Autora: Ruth Ozeki
Nº de Páginas: 462
Editora: Casa da Palavra/LeYa
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
O que acontece quando um diário perdida encontra o leitor certo? Numa remota ilha do Canadá, a escritora Ruth cata mariscos com o marido na praia quando se depara com um saco plástico coberto de cracas que envolve uma lancheira da Hello Kitty. Dentro, encontra um livro de Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido, e se surpreende ao descobrir que o miolo, na verdade, é o diário de uma menina japonesa, Nao. A sacola misteriosa, segundo os rumores dos habitantes, é mais um dos destroços do último tsunami que devastou o Japão e foi levado pelas correntezas até a ilha.

Desde então, Ruth é tragada pela história do diário de Nao, uma menina que, para escapar de uma realidade de sofrimento – de bullying dos colegas e de um pai desempregado e suicida –, resolve passar seus últimos dias lendo as cartas do bisavô, um falecido piloto camicase da Segunda Guerra Mundial, e contando sobre a vida da avó, uma monja budista de 104 anos.
O que Ruth não esperava era que o diário iria levá-la a uma viagem onde ela e Nao podem finalmente se encontrar fora do tempo e do espaço.

Mesmo com medo de que o fantasma de um tal de Proust estivesse ainda agarrado ao miolo do “À la recherche du temps perdu”, onde uma artesã havia jogado fora os pensamentos dele, ela escreveu. Agora, no lugar onde ficavam seus pensamentos, Nao Yasutani escreveria os dela. 
No litoral canadense, Ruth Ozeki encontrava uma lancheira da Hello Kitty contendo um diário com as últimas palavras de uma garota, Nao Yasutani
Em um primeiro momento, Ruth se vê em um impasse: “Será que a dona do diário gostaria que Ruth se intrometesse na sua vida assim?”, mas de uma forma ou de outra, ela quer saber como aquelas palavras escritas em tinta roxa foram parar ali, praticamente no meio do nada. 

Mas já que são os meus últimos dias na Terra, também quero escrever alguma coisa relevante. Bom, talvez não relevante, porque não sei de nada relevante, mas algo que valha a pena. Quero deixar para trás algo verdadeiro.

página 28

Bem, a vida de Nao não é tão interessante assim. Ela sofre bullying todos os dias e tem um pai suicida. Nada na sua vida é interessante, a não ser Jiko, sua bisavó, ativista, monja e que vive a falar coisas incompreensíveis que sempre fazem sentido: “Em cima, embaixo, mesma coisa”. E é por causa de Jiko que Nao decide escrever o diário: ela teme que toda a sabedoria de sua bisavó se esvaia com sua morte, por isso ela decide escrevê-lo para alguém do futuro. 

Quando o de cima olha para cima, em cima está embaixo.
Quando o de baixo olha para baixo, embaixo está em cima.
Não-um, não-dois. Não são iguais. Não são diferentes.
página 46

A Terra Inteira e o Céu Infinito possui uma linha tênue que divide o presente (Ruth) e o passado (Nao), já que em grande parte dele, essas duas partes andam separadas, em que conseguimos distingui-las facilmente. No decorrer da narrativa a linha temporal (ou real-fictícia) passa de tênue para inexistente, em que o mundo real da Ruth influenciam diretamente o mundo da Nao e vice-versa. 
Em toda a narrativa, muitos assuntos são abordados, sejam eles bullying, questão ser-tempo, camicases, internet e principalmente suicídio, quer dizer... o livro todo gira em torno desse tema, o suicídio do tio-avô de Nao (Haruki nº 1) que era camicase, tentativas de suicídio do pai de Nao, pensamentos suicidas da própria Nao, e isso acaba fazendo o leitor analisar a situação e pensar sobre, na realidade pensar muuuuito sobre. Em dado momento do livro, fala-se que o suicídio é método para nos tornar mais real a sensação de estarmos vivos, confira o trecho completo: 

Hoje em dia, na cultura tecnológica moderna, às vezes ouvimos as pessoas reclamando que nada mais parece real. Tudo no mundo moderno é plástico ou digital ou virtual. Mas eu digo, a vida sempre foi assim! Assim é a vida! Até Platão discutiu que as coisas dessa vida são apenas sombras de formas. Então é isso o que quero dizer quando falo da sensação de mudança e irrealidade da vida. Talvez você queira me perguntar como é que o suicídio faz a vida parecer real? Bom, perfurando as ilusões . Perfurando os pixels e achando sangue. [...] Você consegue sentir a vida completamente ao tirá-la.

página 95

Acho que já devem ter percebido que a Ruth personagem do livro é a mesma Ruth que escreveu a estória. Pois é, A Terra Inteira e o Céu Infinito é um livro de autoficção, em que há traços autobiográficos em meio à sua trama fictícia, ou seja, a Ruth-que-escreveu também é, por exemplo, casada também com um Oliver, assim como no livro. 
Mas com o tempo que se leva para dizer agora, agora já está terminado. Já é antes. [...] Antes é o oposto de agora. Portanto, dizer agora destrói seu sentido, tornando-o exatamente o que não é. É como se a palavra estivesse cometendo suicídio ou algo desse gênero.
página 107

Não sei se foi essa verossimilhança ou se foi o fato de Ruth escrever perfeitamente bem que me fez acreditar que aquela história pudesse ser real, ela era tão... tangível... eu sofria e me preocupava junto com as personagens, me sentia próximo a eles. É para tanto que antes de eu escrever a resenha anotei no meu caderno: “Pesquisar se a história é verídica”, só por este fato dá para se notar o quão bem essa mulher escreve.
O exemplar foi disponibilizado pela editora LeYa, que, aliás, está de parabéns com o trabalho feito neste livro. Não localizei erros, o acabamento é um luxo com aqueles detalhes dourados e ainda tem a capa... EU AMO ESSA CAPA! Não sei se lembram, mas à algum tempo eu fiz um post em que devíamos escolher uma capa para este livro, todas as capas eram muito bonitas, mas fico feliz que esta tenha sido a escolhida (minha capa favorita \o/). 
Tenho receio que minha opinião venha afastar vocês do livro, pensando algo como: “Este livro vai me trazer pensamentos suicidas? Não o lerei” (o que não é nem um pouco a verdade), mas quem pensa assim estará cometendo um grande engano porque hoje, quando olho para A Terra Inteira e o Céu Infinito, penso: “E se não tivesse lido este livro, o que seria da minha vida?”. 
Por eu espero que você leia, já que...
Nada no mundo é concreto ou real, já que nada é permanente, e todas as coisas — inclusive árvores, animais, cascalho, montanhas, rios e até mesmo eu e você — estão apenas fluindo por enquanto.

página 115
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] A PECULIAR TRISTEZA GUARDADA NUM BOLO DE LIMÃO

Autora: Aimee Bender
Nº de Páginas: 304
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Rose Edelstein é era uma garotinha comum até o dia em que sua mãe decidiu preparar um bolo de limão, mas o que mudou tanto em sua vida após esse bolo de limão, que, aliás, deu o titulo ao livro?
Bem, Rose come uma fatia desse bolo e começa a sentir um gosto estranho... diferente... um gosto triste? Sim, inexplicavelmente Rose começou a sentir o gosto dos sentimentos que os alimentos possuíam, digo, o sentimento das pessoas que preparavam esses alimentos, e no fatídico dia do Bolo de Limão, sua mãe parecia triste, tal qual o bolo indicava. Mas porque isso acontece? O livro não conta.
Acredito que você — assim como eu — achou tanto o titulo como o enredo peculiar o bastante para surgir uma vontadezinha de ler esse livro.
Até porque essa estória da “garota que sente gosto das emoções” é um ótimo fundamento para uma estória de partir o coração e fazer você refletir sobre a vida com inúmeras metáforas sobre comidas e sentimentos, mas deixemos isso de lado porque esse livro não é essa coca cola toda.
Parecia acontecer repentinamente a revelação das coisas. Com o ar mais fresco e os jasmins em flor, algo novo. Foi de repente a minha descoberta da comida.
Eu gostei dos primeiros capítulos do livro, em que temos uma Rose inocente, que não sabe o porquê de ter esse “dom” e ainda está tentando entendê-lo melhor. Porém, isso se resume aos primeiros capítulos mesmo porque a autora vai nos mostrar uma Rose adolescente e uma Rose adulta do mesmo modo de quando era criança: não se conhece as razões e motivos para isto acontecer.
Além do mais, tem o acontecimento dos misteriosos desaparecimentos irmão ao longo de todo livro que contribui ao dar um ar todo nonsense à trama. Eu ainda não sei se o livro quis mostrar isso mesmo, ou estou sendo lento o bastante.
Mas não posso sair daqui sem pelo menos uma teoria que explique todo o paranauê que rola no livro, por isso lá vai ela: Rose é a caçula da família, irmã de um garoto prodígio que recebe a atenção de todos. Acho que ela cria esse dom para explicar que ela mesma está triste... e... não sei explicar.
Enfim, o livro pode ter uma estória que não vá a ponto algum, mas mesmo assim o livro é muito bem escrito e por isso dou a este peculiar livro, três estrelas.
Uma resenha nonsense... ok!
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] TODOS OS MEUS AMIGOS SÃO SUPER-HERÓIS

Autor: Andrew Kaufman
Nº de Páginas: 176
Editora: LeYa
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Existem aproximadamente 249 super-heróis na cidade de Toronto. Tom não é um super-herói, mas conhece vários: O Anfíbio, A Pilha de Nervos, A Bronca, O Homem Impossível, O Minigigante, Daquiapouco, A Doma-Rapaz, dentre outros. Tom casou-se com uma super-heroína, A Perfeccionista, cujo poder é tornar tudo perfeito. No dia do casamento, Hipno, supervilão e ex-namorado de Perfeccionista, hipnotizou-a: Tom ficou invisível, mas somente aos olhos dela. Depois de dois meses sem notar o marido, a Perfeccionista está prestes a pegar um avião para recomeçar a vida em Vancouver.

É a partir de uma bela história de amor que Todos os Meus Amigos São Super-Heróis constrói um universo onde amizade, romance, profissões e cotidianos muito parecidos com os nossos ganham uma fina pátina de superpoder - ou mostra que superpoderes são apenas uma questão de ponto de vista. Tom está desesperado para que sua amada Perfeccionista volte a enxergá-lo e amá-lo. Como resolver isto sendo o único ser humano sem poderes nessa história?
Se você tivesse um super-poder, você acha que seria capaz de ser um super-herói? Sim, tipo Super-homem ou Batman, você teria essa capacidade? Na realidade, não dou a mínima para sua resposta, mas se você respondeu um “sim” à pergunta anterior irá ter que se preocupar com o pré-requisito básico de um super herói: resumir toda sua personalidade em termos básicos. Pois é, se eu fosse você responderia um não.
Enfim, Tom mora em Toronto e, assim como eu, é uma pessoa normal. O problema é que em Toronto há mais de 249 super heróis: tem O Anfíbio, A Pilha de Nervos, O Bronca, Hipno... e A Perfeccionista. Ah, A Perfeccionista, como Tom, o Normal, não se apaixonaria por um ser tão... perfeito? Seu sorriso é perfeito, seu cabelo bagunçado é perfeito... Como um ser tão perfeito pode se apaixonar pelo simples e normal Tom? Sim, ela se apaixonou por Tom, mesmo depois de ter uma relação hipnótica com Hipno, e é aí que começa a verdadeira história.
No dia do casamento de Tom e A Perfeccionista, Tom se torna invisível, o que poderia ter sido algo “perfeito”, porém ele desapareceu somente para A Perfeccionista... mesmo que ele a acompanhe por onde quer que ela vá, ou se seus amigos falarem que ele está lá ao lado dela, ela não o verá.
Se a música é invisível, será que ser invisível é tão ruim assim?
E ela já cansou de esperar, cansou de tudo e comprou uma passagem só de ida para Vancouver, mas será que até lá ela poderá ver ele novamente?
Mentiria para você se dissesse que esse livro foi uma das melhores leituras da minha vida, mas tenho que dar os parabéns ao autor por construir uma narrativa tão intensa e de um sentimentalismo tocante.
Ok, tem uma coisa que você sabe fazer, uma coisa que você faz diferente de qualquer outra pessoa neste planeta. Isso o torna especial, mas ser especial na verdade não significa nada.
O alicerce utilizado para “sustentar” a obra foram os flashbacks, que estavam presentes em quase todos os momentos do livro, mostrando fatos importantes na construção das personagens. 
Todos os Meus Amigos São Super-heróis é um livro totalmente tocante e metafórico, ou seja, eu traduzi todos os “poderes” citados no livro como um reflexo da personalidade real daquelas pessoas, o que significaria que a ausência de poderes de Tom ou se referia a uma falta de personalidade deste, uma indecisão ou que Tom é um indivíduo de personalidade rasa que só vive para outra pessoa, o que me leva a acreditar na teoria de que essa pessoa para quem ele vive é A Perfeccionista, mas ela não entende (ou não quer entender) o porquê disso (por isso a invisibilidade), compreende?
Botando de lado todas as minhas teorias conspiratórias e malucas, temos um livro – repito - sentimental, tocante, metafórico e que me fez lembrar de vários outros livros bem breves, mas tão intensos que são de partir o coração.
O livro do Andrew Kaufman foi publicado pela LeYa, que nos disponibilizou para a realização desta resenha. Então até a próxima, pessoal!
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] O CAVALEIRO DOS SETE REINOS

Autor: George R. R. Martin
Nº de Páginas: 416 (253, no Kobo)
Editora: LeYa
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)

Duzentos anos após a Conquista, a dinastia Targaryen vive seu auge. Os Sete Reinos de Westeros atravessam um tempo de relativa paz, nos últimos anos do reinado do Bom Rei Daeron. É neste cenário que Dunk, um menino pobre da Baixada das Pulgas , tem uma chance única: deixar a vida miserável em Porto Real para se tornar escudeiro de um cavaleiro andante. Quando adulto, o cavaleiro morre e Dunk decide tomar seu lugar e fazer fama no torneio de Campina de Vaufreixo. É quando conhece Egg, um menino de dez anos, cabeça totalmente raspada, que é muito mais do que aparenta ser. Dunk aceita Egg como seu escudeiro e, juntos, viajam por Westeros em busca de trabalho e aventuras. Uma grande amizade nasce entre eles – uma amizade pela vida toda, mesmo quando, anos mais tarde, os dois personagens assumem papéis centrais na estrutura de poder dos Sete Reinos. As aventuras de Dunk e Egg trazem para os fãs de As Crônicas de Gelo e Fogo a oportunidade única de vivenciar outro momento da história de Westeros, de conhecer e analisar fatos que teriam desdobramentos noventa anos depois, na guerra dos tronos.

Uma das primeiras coisas que pensamos ao descobrir que este livro foi escrito pelo aclamado George R. R. Martin, é: “ESTE LIVRO É MUITO ‘FINO’!”, bem, seus pensamentos podem mudar quando eu disser que este é uma antologia de contos. “Ah, contos são pequenos, por isso o livro é menor que outros do Martin”. Só que O Cavaleiro dos Sete Reinos contém apenas TRÊS contos, ou seja, cada conto tem mais de oitenta páginas! É, esses contos são bem grandinhos...
Sem mais delongas, temos em O Cavaleiro dos Sete Reinos contos baseados na mitologia encontrada na série As Crônicas de Gelo e Fogo, só que as histórias narradas nos contos ocorreram noventa anos antes da história d'A Guerra dos Tronos se iniciar, logo, seria um tipo de prequel.
Na cabeça de pessoas que não sabem nada de Game of Thrones, deve surgir esse questionamento: “Se eu não sei de nada, para quê vou ler?”. Sim, eu sei que isso veio a sua mente porque também veio a minha, e vou logo dizendo: O Cavaleiro dos Sete Reinos é ótimo para pessoas que, assim como eu, tem (ou tinha, no meu caso) dúvidas de iniciar a leitura da rechonchuda série de Martin. O livro é mais sucinto, apresenta meio que uma introdução àquela mitologia e nos apresenta ao modo de escrita do autor, que é ótima por sinal. Outra coisa bem interessante foi que no prefácio escrito pelo autor tem um “resumo” bem legal de toda a mitologia dos Sete Reinos, por isso nem venha me dizer que não leu porque não tinha lido GoT.
Os contos de O Cavaleiro dos Sete Reinos fazem referência única e exclusiva a dois personagens, Dunk e Egg, e isso infere que todos os três contos tem esses dois personagens como protagonistas.
Dunk cresceu na Baixada das Pulgas, não conheceu a sua mãe, muito menos o pai. Não sabe nem se o seu nome é Dunk ou Duncan, nem sua idade. A única coisa que sabe é que sua estatura gigante não é nada normal. Nas ruas, sua vida já estaria perdida se não fosse pelob sor Arlan, de Centarbor, que o tira das ruas e torna Dunk seu fiel escudeiro e o ensina todas as “mutretas” para torná-lo um Cavaleiro exemplar.
Egg é um garoto careca que “topou” com Dunk em uma estalagem que fica a caminho de Vaufreixo, desde então, passou a ser seu escudeiro. Porém, Egg guarda um segredo.

O Cavaleiro Andante

O conto se inicia com Dunk enterrando seu mestre, Arlan, e logo ele decide ir atrás de torneios para exercer a “profissão” de Cavaleiro Andante. No caminho de Vaufreixo, ele decide parar numa estalagem onde encontra um estranho garoto careca (e seu futuro escudeiro), Egg, e um nobre bêbado e estranho que diz ter sonhado com Dunk.
Passando da estalagem e chegando a colina do Vaufreixo, ele decide entrar nas justas que estão acontecendo. Então o garoto Egg aparece e se torna seu fiel escudeiro (como falei ali em cima). E daí Dunk (ou sor Duncan, o Alto) se envolve em uma confusão que envolve um nobre malvado e uma títere, Tanselle. A partir desse ponto, acontece a verdadeira história do conto, que tem relação ao modo que Dunk será julgado. 
E fim do primeiro conto.

A Espada Juramentada 

[Nesse segundo conto, assim como no último, irão aparecer referência s a uma guerra que havia acontecido entre o “Dragão Vermelho” e o “Dragão Negro”. Não entrarei em detalhes políticos, mas esse acontecimento é importante para esses dois contos.]
Em A Espada Juramentada, Dunk serve ao sor Eustace, um velho que havia perdido seus três filhos há algum tempo e agora conta com um misterioso caso do desaparecimento repentino de toda água do rio. 
Enfim, Dunk e o desprezível Bennis descobrem que, na verdade, a vizinha de terras, a Viúva Vermelha, havia construído uma barragem do seu lado do rio, por isso a água havia sumido.
E a história se completa assim: Bennis cria uma cicatriz no rosto de um dos mandados da Viúva Vermelha, Dunk vai até ela interceder por sor Eustace, Ele descobre que, apesar da fama de assassina de maridos, a Viúva Vermelha é, na verdade, uma jovem. E tudo acaba bem no final.

O Cavaleiro Misterioso

Esse foi o meu favorito, porque envolve conspirações, tentativa de assassinato e muitas coisas mais. Por isso eu vou dar um resumo bem simples e básico: no caminho para A Muralha, Dunk e Egg resolvem participar do torneio que está acontecendo em comemoração ao casamento do Senhor de Alvasparedes... E pronto, acaba aí, não falo mais nada...



No geral, O Cavaleiro dos Sete Reinos é MUITO BOM. A narração é boa demais de se ler e as construções de mitologia, espaços e personagens são bem interessantes. Como por exemplo, o fato de Dunk ser o protagonista não faz com que ele seja o herói invencível da história toda. Na maioria das vezes, quem está no chão é ele, mas isso não o faz um pior cavaleiro, pois ele é um exemplo de bom cavaleiro. E isso é legal por demais!
Aqui, o livro foi publicado pela LeYa que também nos disponibilizou o exemplar para esta resenha. E só tenho uma coisa a dizer: a edição brasileira com a arte de capa feita por Simonetti ficou uma belezura só, dá prazer só em olhar para ela.
Ah, quase ia finalizando minha resenha sem dizer o único ponto negativo do livro: OS NOMES! Repararam que tinha momentos aqui que eu não coloquei o nome do personagem? Por isso. Os nomes lembram muito uns aos outros e, além do mais, tem algumas pessoas com o mesmo nome. Isso deu um pouco de enrolada na minha cabeça, mas no final acabou tudo bem.
E uma última coisa, para podermos ir para casa: Parece-me que este é o primeiro de uma coleção de livros de contos com a mitologia de GoT, e que foi escrito muito tempo atrás (antes mesmo de GoT) por isso, se essa informação for verídica, fico aguardando ansioso pelos próximos volumes.
Então gente, espero que tenham gostado e até a próxima!
[QUE RESENHA GRANDE!!!]
Escrito por Otávio Braga
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[NOVIDADES] NOVAS CAPAS DE PERCY JACKSON, CHUVA DE GIZ E MAIS....

Olá meu povo! Como anda a vida? Já sabem as últimas novidades do mundo literário? Então não sai daí!

Foram divulgadas novas capas de Percy Jackson e os Olimpianos!

Sim, você leu certo. Querem nos empobrecer geral! 
Desde do dia 17 até o dia 21 foram divulgadas as lindas e novíssimas edições para o nosso querido PJO, e o mais legal disso tudo é que todas as capas se completam formando uma bela imagem panorâmica e eu adoro capas nesse estilo (para conferir outras capas "nesse estilo" dá uma olhada no post feito pelo Maac do Mais Que Livros, aqui). Olha como ficou lindo:
A mais perfeita foi de A Batalha do Labirinto a.k.a O melhor livro da série!

Essas lombadas fizeram-me chorar de emoção e perceber que eu sou pobre!

Chuva de Giz em 2014!


Fundada em 2005, a Giz Editorial, desde o início, produz e comercializa material editorial de qualidade e relevância, principalmente de origem nacional. Em seu catálogo, abrange um espectro variado de assuntos e destaca-se nas oportunidades oferecidas aos autores de literatura.

A partir de 2014, está ampliando ainda mais suas áreas de atuação, com o lançamento de dois selos: Giz de Cera, para publicação de livros infantis e GiBiz, com que entrará no mercado de histórias em quadrinhos.
No Giz de Cera, os primeiros trabalhos serão obras sensíveis escritas pelo jovem e premiado Emerson Machado, que visam introduzir a percepção infantil a temas difíceis, como autismo. Seu primeiro livro na Giz chama-se O amigo que se tornou uma estrela e fala sobre como encarar a perda.
No GiBiz, o pontapé inicial será dado com a republicação de Jambocks, de Celso de Oliveira, em volume único. Trata-se de uma reconstituição em quadrinhos da aventura da FAB durante a Segunda Guerra Mundial. Os desenhos serão de Ton Albuquerque, um talento recém chegado ao mercado.
Para o público juvenil, Georgette Silen, autora de Fábulas ao Anoitecer, As Crônicas de Kira, Lázarus e Panaceia, lançará As três princesas negras, uma coletânea de contos baseados na obra dos Irmãos Grimm. O primeiro de uma série em três volumes.

E o time de autores da Giz ganhou mais um talento: O vlogueiro Danilo Leonardi, do site e canal Cabine Literária, que está escrevendo um romance juvenil sobre bullying.
(Texto cedido pela Giz Editorial)

Ajude a escolher a capa de A Terra Inteira e o Céu Infinito!

Uma das apostas da Casa da Palavra, selo da LeYa, é o livro escrito pela Ruth Ozeki que será lançado aqui no mês de abril e desde já o livro já vem conquistando muitos (pelo menos, me conquistou). Confira o booktrailer
E o mais legal é que a editora deu chance para os leitores escolherem a capa do livro! Mas tem um problema, todas as capas são muito divas!
Olha as capas que sambam na cara das capas do mundo e aproveita e vota (clicando na imagem):
E foi isso que tivemos de news nessa semana! Abraço para todo mundo \o/
Escrito por Otávio Braga
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[RESENHA] SANGUE QUENTE

Autor: Isaac Marion
Nº de páginas: 214
Editora: LeYa 
Classificação: três estrelas (mais como esse)
R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.
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[META DE LEITURA] AGOSTO DE 2013 (VERSÃO OTÁVIO)

Desculpe, pessoal. Eu disse que iria postar minha meta de leitura no dia 4, mas acabei adiando e só deu para mim colocar hoje. 
Os seis livros da meta conterão: quatro que seguem o critério de eu não ter lido eles na meta passada, um que peguei emprestado desde muito tempo com uma colega e tinha que ler ele agora e o outro para foi o livro escolhido pelo público, através do Instagram, Facebook e no próprio blog, que é o livro Coração de Tinta. No final a meta ficou assim:
[A ordem dos livros, aqui, é a mesma ordem que eu vou ler ao longo do mês.]

Livro: Sangue Quente
Autor: Isaac Marion
R é um jovem vivendo uma crise existencial - ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a "vida" de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa. 
Por que eu desejo ler Sangue Quente
Desde o inicio do ano estou desejando ler este livro, pois achei a história tão interessante e tão tosca que deve ser legal (lembrem-se: não tenho nada contra o pobre zumbi apaixonado deste livro, pois acredito que o autor se prendeu mais à comédia do que romance) // Não li ele na meta passada

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