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[RESENHA] ANEXOS

Beth Fremont e Jennifer Scribner-Snyder sabem que alguém está monitorando seus e-mails de trabalho. (Todo mundo na redação sabe. É política da empresa.) Mas elas não conseguem levar isso tão a sério, e continuam trocando e-mails intermináveis e infinitamente hilariantes, discutindo cada aspecto de suas vidas.
Enquanto isso, Lincoln O'Neill não consegue acreditar que este é agora o seu trabalho ler os e-mails de outras pessoas. Quando ele se candidatou para ser agente de segurança da internet, se imaginou construindo firewalls e desmascarando hackers e não escrevendo um relatório toda vez que uma mensagem esportiva vinha acompanhada de uma piada suja. Quando Lincoln se depara com as mensagens de Beth e Jennifer, ele sabe que deveria denunciá-las. Mas ele não consegue deixar de se divertir e se cativar por suas histórias. No momento em que Lincoln percebe que está se apaixonando por Beth, é tarde demais para se apresentar. Afinal, o que ele diria...?
Anexos é foi o o primeiro livro escrito pela Rainbow e é ambientado em 1999, quando a internet ainda era uma "novidade". Este é o livro mais “adulto” dela e o enredo extrapola o modelo clássico de romance: todo o processo do final feliz é um pouco desajeitado e embaraçoso, o que me fez gostar mais ainda da obra por ser mais próximo da vida real. 
O protagonista, Lincoln, tem quase 30 anos, não tem namorada, mora com sua mãe, tem vários cursos e trabalha em um jornal monitorando os e-mails trocados pelos funcionários. Seu expediente limita-se a conferir se algum empregado está enviando piadinhas ou mensagens indevidas, e é numa dessas noites de trabalho que Lincoln se depara com as mensagens de Jennifer e Beth, e acaba as “conhecendo”, mesmo sabendo que deveria enviar-lhes uma advertência. 
Não me canso de elogiar a escrita da Rainbow. Ela é dotada de muita sabedoria e consegue transformar toda a leitura numa coisa bem mais dinâmica e tranquila, me dá gosto de ler.Os personagens são bem construídos e desenvolvidos e não percebi ninguém sendo enfeite: todos tinham seu momento de brilhar, sendo muito bem explorados. 
A Rainbow sempre consegue me fazer gostar dos seus personagens. Sempre me encanto ~principalmente~ com os homens da história e muitas vezes até me pegava triste e melancólica por não conhecê-los na vida real. 
Aqui no Brasil, o livro foi lançado ano passado pela editora Novo Século. Apreciei muito todo o design e a diagramação do livro, estão de parabéns! 
Então é isso, gente. Tchaau~
Resenha por Amanda Braga
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[RESENHA] LEVEL 2

Autora: Lenore Appelhans
Nº de Páginas: 336 
Editora: LeYa 

Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
Desde sua morte prematura, Felicia Ward está presa no Level 2, uma espécie de limbo localizado entre a Terra e o Céu. Junto com seus companheiros, a garota passa horas intermináveis plugada em uma espécie de câmara, revivendo lembranças de seu tempo na Terra e lamentando o que perdeu: família, amigos e Neil, o garoto que amava. Até que uma menina é encontrada morta em uma câmara vizinha e somente Felicia lembra de sua existência.
Ao mesmo tempo, Julian, um cara perigosamente encantador que ela conheceu em vida, aparece para oferecer uma saída. É quando Felicia descobre a verdade: juntando-se à rebelião para derrubar os Morati, anjos guardiões do Level 2, ela poderá estar com Neil novamente. Suspensa entre o Céu e a Terra, Felicia se encontra no centro de uma luta secular entre o bem e o mal.
As lembranças de sua vida voltam para assombrá-la e, com os Morati a caçá-la, a garota vai descobrir que não é apenas a sua própria redenção que está em jogo... Mas a salvação de toda a humanidade.
Nesta obra, nos é apresentada uma nova visão da morte, onde para chegar até o céu ou o inferno, precisamos seguir por diferentes níveis: o level 1 é a Terra, onde vivemos; o level 2 é para onde vamos quando morremos, enquanto o level 3 só pode ser alcançado através de uma espécie de aceitação da própria morte.
No level 2, as pessoas se alimentam de memórias, e podem escolher compartilhar ou não suas próprias, como se estivessem em uma rede social. É neste nível que Felicia (a protagonista) está quando Julian, o ex-namorado de sua melhor amiga em vida, aparece misteriosamente para recrutá-la para uma rebelião que está prestes a acontecer.
Adorei o fato de Felicia não ser exatamente a protagonista perfeita: ela tem seus defeitos e indagações, questionando sempre que necessário. A leitura foi bem interessante, quase como se eu estivesse vendada e Lenore fosse dando “pistas” sobre a história através das memórias de Felicia, mostrando toda sua relação conturbada com a família e os amigos.
De todo o enredo, o que menos me interessou foi a rebelião, haha. Acho que por ter sido explicada tão brevemente, me fez acabar focando mais no núcleo amoroso do livro. Os protagonistas não foram tão explorados, mas quanto mais “pistas” eu tinha do Neil, mais eu queria tê-lo por causa do seu jeito fofo e romântico. O Julian também não fica muito atrás: todas as memórias que o envolvem são emocionantes e cheias de ação, o que contribui bastante pra este ser um triângulo amoroso bem dramático.
Fiquei muito empolgada ao descobrir que o livro faz parte de uma série (The Memory Chronicles), porque eu sinceramente quero saber o que acontece depois daquele final!
Então foi isso, pessoas! Até a próxima resenha ;D
Escrito por Amanda Braga 
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[SÉRIEously?!] ORANGE IS THE NEW BLACK


Piper Chapman (Taylor Schilling) gosta de se aventurar. Em uma dessas aventuras, ela conhece Alex Vause (Laura Prepon), uma mulher importante em um cartel internacional de drogas, e logo as duas começam a namorar. Piper, em favor à então namorada, carrega uma mala cheia de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, e dez anos depois de cometer o delito, é mencionada no julgamento de Vause e sentenciada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal.
Watson (Vicky Jeudy), Piper e Daya(Dascha Polanco), no primeiro  dia de prisão

Lá, as duas se reencontram e analisam o antigo relacionamento, tratando-se como companheiras de prisão. E as mais diversas figuras (Claudette, Poussey, Red, Nicky, Morello, Taystee, Olho Doido e etc.) tornam-se todas também suas colegas. 
Piper e Crazy Eyes (Uzo Aduba)


O foco da série é muito difuso, pois esta dispõe de vários plots, e mesmo Piper sendo a protagonista, as outras personagens não perdem sua importância: cada uma delas tem seu passado explorado periodicamente em forma de flashbacks.
Na segunda temporada, toda a estrutura continua a mesma, mas ocorre um estudo mais aprofundado das personagens, havendo mais flashbacks e menções ao passado do que na temporada passada.
Quando o assunto é a maquiagem da série, posso dizer que ela é muuuito bem feita, cara. Faz qualquer pessoa realmente parecer um detento/viciado/sei lá (enfim, a pessoa fica com "cara de presa"). A fotografia da série também foi muito bem escolhida, a história foi bem desenvolvida e OITNB me pegou de jeito (assim como a Alex pegou a Piper de jeito).
O elenco foi muito bem escolhido. Atores como Taylor Schilling, Laura Prepon, Jason Biggs, Laverne Cox, Matt McGorry, Taryn Manning, Dascha Polanco e Maria Dizia foram escalados para a série e a atuação destes é muito convincente.
Orange Is the New Black é baseada no livro escrito por Piper Kerman (Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison, e já foi lançado no Brasil pela Intrínseca), em que esta relata sua experiência na prisão. A primeira temporada da série foi lançada em 11 de julho de 2013 enquanto a segunda estrou em 6 de junho deste ano e ela já está com sua terceira temporada confirmada para 2015. 

Dentre meus episódios preferidos estão:

1x05 – A Galinha (The Chickening)


1x10 – Bora Bora Bora 

2x06 – E Acaba em Pizza (You Also Have a Pizza)


2x08 – O Vaso Certo (Appropriately Sized Pots)


2x13 – A Gentileza é Fundamental  (We Have Manners. We're Polite)

Enfim, foi isso... espero que tenham gostado da minha humilde opinião sobre OITNB e até a próxima!
E já sabem, deixem um lindo comentário aqui embaixo, porque se não...
(bricaderinha gente, eu não vou cortar vocês... é só se não comentarem :D)

Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] COMO VIVER ETERNAMENTE

Autora: Sally Nicholls
Nº de Páginas: 232
Editora: Geração Editorial
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.
Como Viver Eternamente nos conta a história de Sam e Félix, duas crianças unidas pelo câncer e que fazem de tudo para preencher o tempo que ainda têm, não aceitando nenhum tipo de sonho não realizado e correndo atrás para torná-los reais. 
Esse livro me pegou de surpresa ao tratar de um assunto tão complexo, ainda mais ele nos sendo mostrado pelo ponto de vista de uma criança de 11 anos, tão pura e meiga como o Sam, que já foi diagnosticado com leucemia três vezes. Emocionei-me a cada página; nunca vi um livro abordar a morte de maneira tão simples e delicada. 
— Não há necessidade de se inventarem os demônios para nos assustar — disse vovó, muito séria. — Já temos coisas verdadeiras suficientes para nos preocuparem sem ter de inventar mais.
página 62
Depois de muitas injeções e de medicamentos que passaram a ser aplicados com o objetivo de manter Sam vivo e não mais curá-lo, o mesmo lida com a doença de maneira infantil e madura, simultaneamente, percebendo que desta vez os remédios desaguariam no inevitável. 
Se, para uma pessoa adulta e de cabeça formada é a morte é perturbadora, o que esta poderia significar para uma criança com pouco mais de uma década de vida? 
Félix tinha razão. Não tem sentido ter desejos se a gente pelo menos não tentar realizá-los.
página 71
Sally Nicholls conseguiu imprimir veracidade ao livro destacando os altos e baixos dessa realidade: a mãe, que se sente meio que sobrecarregada ao tentar fazer tudo ficar bem, o pai que fecha os olhos perante à doença do filho e a irmã, que se faz de enciumada mesmo sabendo da condição do irmão. Isso mostrou a incrível habilidade dessa jovem autora, que já conseguiu me ganhar com esse jeito maravilhoso de escrever que só ela tem. 
Fui estapeada por lições de moral que eu jamais pararia para pensar, e que Sam mostrou-nos com sutileza e maturidade tamanhas: amar ilimitadamente, não deixar as boas oportunidades passarem e lutar pelo que queremos, independentemente do quão difícil seja. 
Algumas coisas são perfeitas do início ao fim.
página 184
Desse livro, não esperem drama, pois Sally nos traz um livro fácil de ler, com uma mensagem tocante e uma reflexão verdadeiramente valorosa sobre a arte de seguir seus sonhos e a vida e os seus grandes “porquês”.
Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] ELEANOR & PARK

Autora: Rainbow Rowell
Nº de Páginas: 328
Editora: Novo Século
Classificação:  cinco estrelas (mais como esse)
Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Eleanor e Park se conheceram no ônibus, a caminho da escola. Logo de cara, Eleanor é recebida com risos abafados, olhares sarcásticos e palavras maldosas, visto que esta é nova no bairro e tem uma aparência diferente da das outras garotas, usando roupas mais largas e acessórios incomuns. Já que ninguém cede lugar para a garota, Park se vê sem saída e acaba por deixar que Eleanor sente-se ao seu lado e ele, apesar de não odiá-la, não simpatiza com ela. Não de primeira.
Geeente, que livro ótimo! Rainbow escreve super bem e, com uma sutileza invejável, consegue abordar assuntos mais pesados sem ter que jogá-los na sua cara, apenas citando-os sem maior aprofundamento. A forma como o livro foi escrito também contribui (e muito) para uma leitura mais dinâmica: ele é feito em terceira pessoa e alterna entre os pontos de vista de Eleanor e Park, periodicamente.
Ela se assustou quando viu o rosto dele, muito pior do que antes. [...] Deu vontade de chorar. E de beijá-lo. (Porque, pelo visto, qualquer coisa dava vontade de beijá-lo. Park podia dizer que ele tinha piolho e lepra e vermes parasitas vivendo em sua boca e mesmo assim ela usaria gloss de menta. Nossa.)
página 138
Esse é um típico clichê norte-americano, mas que se passa nos anos 80: a garota nova que sofre bullying e o rapaz bonito e certinho que acabam se apaixonando. Mas esse é um clichê tão bem feito, tão gostoso de ler que eu dou até um desconto pelos errinhos de revisão que encontrei.
O livro foi genial em sua simplicidade, não precisando de palavras difíceis e enigmáticas para que se tornasse uma obra bela: ela conquistou seu brilho através dos pequenos detalhes. Começou não prometendo muito e acabou me tendo nas mãos.
Queria perder-se dentro dele. Amarrar os braços dele e torno dela feito um torniquete.
Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele sairia correndo.

página 158
Essa história me cativou bastante e pode ser definida apenas como sendo pura e real. Ou melhor, ela nem pode ser definida, de tão boa que é. Cara, o amor deles é tão lindo. Esse é o tipo de livro que eu quero que todo mundo leia. Sério. De todos os livros que eu já li, esse foi o único em que eu ri, chorei e ri mais ainda, tudo ao mesmo tempo. Mas confesso que quando terminei,pensei que meu livro estava com defeito e estava faltando páginas, mas quando percebi que não, fiquei com uma vontade muito grande de jogar o livro pela janela. O final é simplesmente frustrante.
Então, fica aqui meu recadinho de amor: Dona Rainbow, EU NECESSITO DE UMA CONTINUAÇÃO, POR FAVOR! Eu preciso saber o que acontece depois, senão minha vida perde o sentido. Por favor, Rainbow. Por. Favor. (Maaas, a notícia boa é que ele vai virar filme e as filmagens estão marcadas para iniciarem-se em 2015. Demora, mas chega.)
Eleanor tinha razão. Não tinha boa aparência. Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa.
página 166
Esse livro leva pra casa cinco brilhantes estrelinhas. Então é isso, gente. Até a próxima! 
Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] A GAROTA DAS CICATRIZES DE FOGO

Autor: Ricardo Ragazzo
Nº de Páginas: 256 
Editora: Novo Século
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Quatro anos após o desaparecimento da filha e a misteriosa morte da esposa, Johnny Falco recebe uma pista que pode ajudá-lo a desvendar o caso. Um homem aparece morto com as mesmas características inexplicáveis de sua mulher: O CORPO NÃO PASSA DE UM ESQUELETO COM PELE. Seis anos após ter 80% do seu corpo queimado em um atentado, Lisa Gomez acorda em um hospital com uma incontestável diferença: TODAS AS CICATRIZES DE SEU CORPO DESAPARECERAM! E quando o destino dos dois se cruzarem na pequena cidade de Valparaíso, ambos descobrirão que as tragédias que cercam suas vidas estão muito mais interligadas do que poderiam imaginar.

A Garota das Cicatrizes de Fogo nos mostra a história de Lisa Gomez, uma garota normal até o dia em que um desconhecido ateou fogo em seu corpo e, paralelo a isso, temos também a trajetória de Johnny Falco, um homem que teve a esposa assassinada de uma forma um tanto quanto peculiar e que há quatro anos busca a filha desaparecida.
Mal comecei a ler o livro e já percebi uma semelhança meio óbvia no que diz respeito à série Supernatural (o que pode até não ser tão ruim, já que é umas das minhas séries favoritas), e o autor errou um bocadinho ao construir os personagens. 
Terrível e inexplicável. Duas palavras que poderiam descrever com precisão a mais comum das minhas noites.
página 46
No livro, eu quase não aguentava mais ler as partes do Johnny, pois este ficava querendo mostrar que era “O cara” a todo custo: ao ser o típico machão que resolve acreditar que a força bruta resolve tudo, ao se gabar seu “possante”, de sua arma (que ele chamava de “Narizinho”), e etc. Sério, me deu vontade de parar de ler e seguir minha vida.
Infelizmente, Ragazzo também não foi muito convincente ao construir a Lisa: todas as ações dela eram as que os homens esperam que as mulheres façam, e não o que estas realmente fariam. E por vezes a personagem se mostrou um pouco hipócrita, ela não sabia o que queria da vida e acabava se contrariando. E o amor entre ela e Alex/Daniel foi um pouco instantâneo demais: do nada eles aparecem namorando e super-hiper-mega apaixonados, fazendo promessa de amor e talz. Se bem que tem toda aquela coisa da vida passada, que eles se encontraram e que se amaram da mesma forma, mas não foi tão espontâneo quanto eu esperava.
Porque nos apegarmos a alguém se eu sou o final inevitável? Mas os humanos são fracos. São viciados em amor, não importa o quanto digam o contrário. (palavras da morte)
página 239
Lá pelas últimas páginas é que tudo foi ficando massa de verdade. O Johnny não estava mais tão focado em se gabar da sua força, e a Lisa finalmente tomou atitudes que se encaixavam com sua história, visto que ela tinha ficado marcada para sempre depois daquele episódio desagradável, que mudou o rumo de sua vida.
Ao longo do livro, várias perguntas foram surgindo em minha mente, mas todas foram devidamente respondidas (ou quase). O desfecho da história me satisfez bastante, pois mesmo o autor não explorando o livro da melhor maneira nas páginas iniciais, da metade pro fim tudo foi ficando mais claro e muito melhor de ler, mostrando assim, a incrível habilidade de Ricardo.
A perspectiva da Morte lhe entregara, de bandeja, a Vida.
página 79
Então é isso, gente, até a próxima! ;D
Escrito por Amanda Braga
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[TOPTÁTISCO] AS 5 MELHORES MÚSICAS, QUE EU ESCUTEI, NO MÊS DE JUNHO

E mais um mês se passou e estamos aqui mais uma vez para falarmos sobre as melhores músicas escutadas por mim no mês que se encerrou. Antes de começar, gostaria de pedir desculpa por não ter postado essa coluna das músicas nos dois meses anteriores, mas de agora e diante permaneceremos firmes e forte nela. 
Essa lista foi bem misturada, teve Two Door Cinema Club que é da Irlanda do Norte, a canadense Arcade Fire e também Beast que é sul-coreana! Coloquei essa lista bem "miscigenada" para vocês conhecerem novos estilos e por isso gostaria muito que você comentassem aqui, quais estilos diferentes vocês escutam, ou outros grupos, bandas e cantores que gostaria que conhecêssemos.
Sem mais delongas, que venham as músicas:

5º THE SUBURBS (ARCADE FIRE)
Eu sou suspeita para falar dessa música porque Arcade Fire é uma banda que eu escuto desde muito tempo, e pela qual tenho muito apreço. Essa música é muito boa, pois a melodia consegue me fazer esquecer meus problemas; é uma música para se escutar em qualquer humor e, além do mais, aquele clipe abala meu emocional como nenhum outro. 

4º  UNDERCOVER MARTYN  (TWO DOOR CINEMA CLUB)
Two Door Cinema Club foi meu tesouro desenterrado do mês: mal conheci a banda norte-irlandesa e já me apaixonei pela voz marcante de Alex Trimble. Músicas como “What you Know”, “Someday” e “Eat That Up, Its Good For You” já se tornaram minhas “músicas de cabeceiras” (se é que existe isso). Enfim, Undercover Martyn não é minha favorita, mas ela conseguiu me conquistar pelo seu refrão chiclete e seu clipe pitoresco.

3º OFF TO THE RACES (LANA DEL REY)  
"Off To The Races" é a música que me fez começar a gostar de Lana Del Rey. Antes de começar a escutá-la, eu alimentava sentimentos diversos como: “as músicas delas são pra dormir”, “Lana Del Rey só canta música de enterro” e etc, mas quebrei minha cara em mil pedaços. O problema encontrado por mim era que ela cantava tipo conversando, mas nesta canção há um total equilíbrio entre “conversação” e “cantoria”. Hoje, graças a minha good friend Bárbara eu sou super viciada em Lana. Valeu, Bárbara.

2º TAKE A WALK (PASSION PIT)
Passion Pit também é um dos meus tesouros recém desenterrados, sendo "Take a Walk" uma das melhores do mês, com certeza! Fiquei muito impressionada ao perceber que pelo menos metade da letra da música condiz com o que está sendo mostrado no clipe, pois na minha vida musical, não há muitos casos como esse (em que as coisas fazem sentido).

1º GOOD LUCK (BEAST)
E nosso querido k-pop não podia faltar, tendo ele conseguido o posto de primeiríssimo lugar no top 5 do mês decorrido. Beast é uma banda sul-coreana, constituída por 6 integrantes. Esse é um dos grupos mais famosos lá pela Coréia (e fora dela também). Eu já estava familiarizada com algumas músicas deles tipo "Fiction", "Shock" e "Shadow", mas depois de Good Luck, o negócio foi diferente: me viciei instantaneamente no mini-album deles. Good Luck é uma música harmoniosa, que une poderosos vocais, um rap impressionante, uma coreografia bem desenvolvida, tudo isto em harmonia também com o conceito escolhido por eles. 

Até a próxima e um colar de beijos pra vocês que escutaram as músicas! ;D
Escrito por Amanda Braga
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[RESENHA] O FUTURO DE NÓS DOIS

Autores: Jay Asher e Carolyn Mackler
Nº de Páginas: 384 
Editora: Galera Record
Classificação: quatro estrelas (mais como esse)
É 1996, e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio nos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-ROM da America Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no Facebook, dali a quinze anos. Todos se perguntam como será o futuro. Josh e Emma estão prestes a descobrir...

Josh e Emma cresceram juntos e são muito amigos, quase irmãos. Tão amigos que dormem na casa um do outro, tomam café juntos, vão pra escola juntos... até que essa amizade é posta à prova quando Josh decide demonstrar sua atração para com Emma, o que faz com que os dois acabem se distanciando. 
A história vai muito além de como Josh conseguiu “estragar” a sua amizade com Emma. Na verdade, ela é até um pouco complicada de explicar. Lá vai: no ano de 1996, Emma ganha um computador novo de seu pai. Alguns dias depois, Josh — timidamente — lhe dá um CD-ROM que permite que Emma crie contas de e-mail, e tals
Até agora, você deve estar pensando: “É só isso? Que sem graça…”. E eu lhe asseguro: NÃO. Não é só isso. A parte mais interessante é que quando Emma cria sua conta de e-mail no America Online, imediatamente é redirecionada para uma página desconhecida, mais tarde nomeada como “Facebook”, que aos olhos de Emma, é um monstro da tecnologia. E o melhor: esse Facebook mostra a Emma detalhes de sua vida 15 anos depois! Olha que massa. 
Os personagens não são muitos: temos como principais Josh e Emma e como coadjuvantes Kellan e Tyson. Em todo livro que leio, quase sempre dou mais carinho aos coadjuvantes, e com esse não foi diferente. Tyson e Kellan são muito “gostáveis”. Eles são um casal em conflito, são muito divertidos e sempre estão ali pra apoiar o Josh ou a Emma no que der e vier. 
— Ele partiu seu coração! Como você pode chamar isso de amor se ele deixou você tão magoada?
Kellan coloca mais uma batata frita na boca.
— Foi amor porque valeu a pena.
Quanto aos protagonistas, não gostei tanto assim da Emma. Achei os capítulos dela um pouco frustrantes demais, e ela era até um bocado egoísta. O Josh, sim, conseguiu conquistar meu coração. Ele era muito mais legal, simpático e sentimental do que a Emma, que ficava com os carinhas lá só para manter o status/sair da seca. Mas é importante ressaltar que este é um livro bem dinâmico, que consegue prender sua atenção por causa da leitura leve e descontraída que ele proporciona. 
Aqui no Brasil, a editora responsável pela publicação do livro foi a Galera Record e ela fez um ótimo trabalho! A estética do livro não me desapontou em nenhum ponto, e sempre que eu via ele tinha vontade de comprá-lo só por achar a capa bonita e muito bem trabalhada. 
Aperto o rosto molhado contra o travesseiro. Então, ficar com o coração partido é assim.
Em geral, o livro é muito bom, e possui uma narrativa agradável, que permite com que relaxemos e esqueçamos boa parte de nossos problemas. É um livro bem light, pra ler numa viagem ou até mesmo quando você estiver de saco cheio da vida. Então é isso, pessoal. Beijos e até a próxima!
Escrito por Amanda Braga
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[SEXTA DA PIPOCA] O PECADO MORA AO LADO

Direção: Billy Wilder
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos
Estreia: 03/06/1955
Classificação: três estrelas (mais como esse)
Richard Sherman, é um editor de livros que sente-se "solteiro" quando a mulher e o filho viajam em férias. Ele começa então a ficar cheio de ideias quando uma bela e sensual jovem, que é modelo e sonha ser atriz, torna-se a sua vizinha.

Um dos filmes mais relembráveis de nossa diva Marilyn Monroe é O Pecado Mora ao Lado, que nada mais é que uma comédia que narra a vida de Richard Sherman (Tom Ewell), um homem que, ao ver sua esposa e filho viajarem no verão, promete ser o marido "perfeito", diferentemente de todos os outros homens. Ele até tenta o máximo possível ser esse exemplo de homem, mas uma garota vem passar o verão em Nova York e todos seus esforços acabam sendo em vão. 
Sempre nutri uma admiração suprema pela linda e diva da Marilyn Monroe; sempre a achei um exemplo de mulher e sensualidade, além de ser um ícone, não só para sua época como para todas as eras, e por isso decidi assistir ao filme: para poder idolatrá-la mais (tá, já chega de ataque de fangirl, hehe). 
Achei a personagem de Monroe bastante interessante (Psiu! Vocês que assistiram já notaram que não é dito o nome da personagem de Marilyn? Pois é.) porque mesmo a atriz transpirando sensualidade por todos os poros, a sua personagem é totalmente ingênua e infantil e percebemos isso pela contradição de papéis: enquanto o personagem de Tom Ewell (Richard Sherman) é bastante direto, a personagem interpretada por Marilyn é ingênua demais. O que ele fala em tom de sedução, ela geralmente entende como brincadeira. 
É importante destacar os delírios paranoicos do personagem de Ewell (Richard Sherman), que quando não estava se imaginando como Dorian Gray (de O Retrato de Dorian Gray), estava sonhando com sua atuação no filme A Um Passo da Liberdade ou pensando que estava no mundo da lua. O problema é que quando vista hoje, sua atuação é um pouco forçada. Pode ser que para a época seus devaneios tenham arrancado gargalhadas de muita gente, mas eu, particularmente, não fiz mais que esboçar um ou dois sorrisos. 
Como bem sabemos, o cinema é marcado por cenas/diálogos/imagens ilustres e eu não poderia deixar de ressaltar que é nesse filme que vemos aquela cena da nossa beautiful Marilyn com o vestido aos ventos. Sinceramente, não vi motivo para tamanho alvoroço quanto à cena, já que ela além de ela ser bem curta, nem sequer mostra Marilyn por completo, como sempre vi por aí. Já até ouvi boatos de que o filme teria sido censurado e a cena editada para que a calcinha de Marilyn Monroe não aparecesse, mas minha opinião é irredutível. 
Recomendo esse filme, e muito. Não é só porque dei três estrelas que vocês têm que ignorá-lo. Temos que reconhecer que O Pecado Mora ao Lado foi e sempre será um marco no cinema Hollywoodiano e tem seu valor para a sua época. Então é isso, gente. Beijos e até a próxima! 
Escrito por Amanda Braga
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